As relações que nos sugam fazem mais que isso, nos aprisionam. Sejam românticas, de amizade ou familiares…

Você me faz mal! – Quem quer admitir que aquilo que a gente mais quer na vida, na verdade faz mal?

Você gosta de doces, mas é diabético. Gosta de fritura, mas retirou a vesícula. Gosta de dormir tarde, mas trabalha cedo. Gosta de uma pessoa, mas ela te machuca. E aí você tem que tomar a triste decisão de se afastar daquilo que queria tanto, mas que acaba lhe causando mais mal do que bem e às vezes, bem nenhum.

As relações que nos sugam fazem mais que isso, nos aprisionam.

Sejam elas românticas, de amizade, familiares, nem sempre é bom estar ou permanecer perto daquela pessoa, mesmo que exista entre as duas partes o melhor sentimento do mundo. Se estiver fazendo mal para um dos lados, não é bom.

O ego, a possessão, insegurança, ciúmes, medo, inveja, carência excessiva, imaturidade e mais uma turma de sentimentos negativos minam qualquer relação, por mais potencial que tenha. É quando aquele lado negro da força fala mais alto, cega e induz a pessoa a agir de forma a causar dor no outro, mesmo que equivocadamente, mesmo que na ignorância do mal que está causando.

É quando o ego precisa ser preenchido, inflado sem mensurar o quanto isso custará, quando rapidamente quem fere surge com bandagens para fazer curativo na ferida que percebe que está causando, mas não consegue se controlar porque sobrevive extraindo dos que estão ao seu redor o que for necessário para que se sinta importante onde está.

É quando a insegurança, o ciúmes, o medo e a inveja criam fantasmas na mente, fantasias amargas que envenenam a alma e impedem que a gente usufrua daquele momento, daqueles momentos, daquela companhia de forma plena, leve, bonita como deveria ser.

Quando a carência e a imaturidade e mais quem queira aparecer para arruinar os sentimentos surgem te fazendo ver tudo com olhos de fel.

Seja como for, o que for, é preciso enxergar quando estamos fazendo mal ao outro. Quando o outro nos faz mal.

É preciso reunir coragem para compreender que é sábio manter distância de quem nos suga ainda que despropositadamente, mas arruína nossa autoestima para elevar a sua própria.

Sabedoria e discernimento para entendermos quando aprisionamos alguém conosco pela nossa incapacidade de nos construirmos sozinhos, sem uma relação de interdependência.

É preciso deixar ir, ou partir quando preciso for, compreender que faz mal ou dizer em alto e bom tom: Você me faz mal!

O amor não existe somente na reciprocidade, porque o coração não escolhe, não filtra, ele apenas sente. De vez em quando precisamos colocar a mente em ação e resguardar o coração.

Imagem de capa: Air Images, Shutterstock

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Luciana Marques

Luciana Marques é curitibana, nascida em 1981, mãe de dois filhos, Bióloga, formada em Educação Ambiental e Gestão Empresarial, trabalha como gerente administrativa e se diverte como escritora. Escreve por amor e hobby desde pequena. Encontrou nas palavras uma maneira de transcrever os sentimentos e sua visão de mundo, às vezes de forma intensa e complexa, outras simples e em muitas, desconexas. Acha que escrever é conversar com o mundo lá fora e com seu mundo interior.

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