O triste encanto dos amores impossíveis

Quem nunca sucumbiu aos prazeres e amarguras dos amores impossíveis? Um exemplo típico é o amor adolescente. Quem nunca se apaixonou pelo professor ou professora de inglês? Um amor platônico que se contentava com um olhar ou um sorriso. Que nos fazia sonhar demais, mas nunca se concretizou. Havia algum prazer nos devaneios desse amor.

Podemos falar também dos amores impossíveis por um cantor ou uma atriz, ou alguém famoso. São esses afetos que sentimos por alguém que vemos de longe, mesmo que essa pessoa não tenha ideia da nossa existência. São percebidos como alguém familiar, mas na realidade estão a anos-luz de distância. No entanto, muitos adolescentes e, até mesmo adultos, já experimentaram esse sentimento.

“O amor é como uma guerra: fácil de começar, difícil de terminar, impossível de esquecer”.
-Henry Louis Mencken-

Não podemos deixar de citar os amores realmente impossíveis. Aqueles que nascem e tomam conta de nós, mas estão cercados pela má sorte, ou por obstáculos reais. São emoções que vivemos intensamente e, de uma maneira ou de outra, nunca morrem.

Existem vários tipos de amores impossíveis

Os especialistas no assunto dizem que existem basicamente três tipos de amores impossíveis. Um deles é o “amor fantasma”, o outro é o “amor narcisista” e, finalmente, há o “amor difícil”. O primeiro corresponde aos casos em que você se apaixona por alguém que não existe. Você precisa amar e atribui para a outra pessoa características e virtudes que ela realmente não tem. Quase sempre, amar esse alguém é uma maneira de preencher carências da infância.

Do outro lado estão os amores impossíveis narcisistas. Nunca conseguiremos encontrá-lo: muitas vezes, acreditamos que merecemos alguém tão perfeito que passamos a vida inteira procurando por ele e não o encontramos. É como amar o vazio; desejamos uma versão melhorada de nós mesmos. Quando amamos dessa forma só existe solidão. Não aparece ninguém para realizar as nossas fantasias.

E, finalmente, o amor impossível pelas dificuldades. São amores difíceis de serem concretizados. Existem circunstâncias específicas que os tornam muito complicados. Por exemplo, essa pessoa já tem um compromisso ou é alguém que simplesmente não está apaixonado por você. Ou, em outros casos, há fortes oposições religiosas ou ideológicas que impedem a concretização desse amor.

Um grande amor também pode se tornar impossível com a morte de um dos envolvidos. A pessoa morre, mas não morre o amor que nos liga a ela. Pelo menos por algum um tempo ficamos aprisionados na contradição de amar alguém que não existe mais. Se não houver outros problemas emocionais envolvidos, são impossíveis de serem superados com o tempo.

O encanto dos amores impossíveis

São os amores impossíveis que libertam o poeta que existe dentro de nós. Os mais práticos nunca experimentaram esse tipo de amor, mas perderam uma experiência maravilhosa e infernal ao mesmo tempo. Todos os amores precisam de alguma impossibilidade para se manterem vivos, para conservar o desejo. E quando essa impossibilidade é absoluta, a alma queima, mas também queima a criatividade e a vontade de viver e morrer em um só instante.

Experimentamos a impossibilidade de um amor como se fosse uma tragédia vital. Pelo menos, é o que sentimos enquanto lutamos para transformá-lo em realidade. Eles estão cheios de sofrimento e você se encontra no paradoxo de não poder esquecer, mas também não consegue alcançá-los. Nós sofremos e nos alegramos; eles são a felicidade e o abismo ao mesmo tempo.

Apesar de tudo isso, eles têm um encanto único. Eles vão testá-lo, desafiá-lo profundamente. E uma coisa é certa: nunca o esqueceremos. Nunca serão lembrados com indiferença. Empalidecem ao longo do tempo, são ofuscados pela realidade, mas não deixam de ser uma faísca que faz o nosso coração saltar de vez em quando.

Poucas vezes um amor impossível pode se tornar um peso. Isso acontece quando não conseguimos soltar a fantasia e nos agarramos a ela cegamente. Quando não conseguimos aceitar a frustração que significa aceitar que sim, que ele definitivamente não podia ser. Nesses casos, sentimos uma dor que pode nos deixar doentes. Mas para aprender a amar de verdade, os amores impossíveis são, sem dúvida, uma excelente escola.

Fonte indicada: A Mente é Maravilhosa

Imagem de capa: Jozef Klopacka, Shutterstock

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Blog oficial da escritora Fabíola Simões que, em 2015, publicou seu primeiro livro: “A Soma de todos Afetos”.

1 COMENTÁRIO

  1. Li alguns trechos e mim indentifiquei de mais com tudo! Pois eu vivo um amor impossível e isso mim aprisiona de mais não consigo mim relacionar afetivamente com outras pessoas.

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