4 sinais que são indicativos de que você está no caminho errado

Nem sempre somos capazes de perceber rapidamente que algo está errado. Aliás, nós percebemos e sentimos, mas em grande parte do tempo não damos ouvidos aos sinais do ambiente, das pessoas ou mesmo de nosso próprio corpo.

Somos capazes de perceber que alguém nos observa mesmo sem olhar para a pessoa. Diversas vezes pensamos que algo vai acontecer, e aquilo realmente acontece. Podemos sentir que existe algo errado e, só depois de algo grave nos acometer, perceber que haviam sinais e eles não foram ouvidos. Ou seja, existe uma capacidade dentro de nós que lê sinais, basta que estejamos dispostos a vê-los e, o mais importante, aceitá-los.

Compreender esses sinais é um exercício de maturidade, autoconhecimento, troca e, principalmente, de atenção e humildade.

Para que você esteja mais apto para reconhecer o que pode estar além do que parece óbvio,  seguem algum pontos que devemos observar com atenção e que podem nos fazer “parar” por uns segundos e refletir antes de uma decisão.

1- Medo e insegurança persistentes…

O medo é um mecanismo de defesa que visa nos proteger de coisas, pessoas e locais que ainda não conhecemos e que, justamente por não conhecermos, poderiam nos oferecer algum perigo. É normal que sentimentos assim apareçam frente a situações novas. Se, entretanto, esses sentimentos forem uma constante em ambientes e com pessoas com as quais você passa muito tempo, é necessário compreender o que está desencadeando essa sensação.

É comum que, por exemplo:

  • Tenhamos sentimentos constantes de inadequação quando estamos na presença de pessoas manipuladoras;
  • Percebamos com estranheza elogios falsos, mesmo ao sorrir para eles;
  • Entendamos um olhar de malícia sexual, mesmo quando proveniente de uma pessoa que deveria ser respeitosa.

Nem sempre o obvio retrata a realidade. Devemos nos lembrar que todas as pessoas trazem consigo uma multiplicidade de sentimentos e um histórico de vida único que podem torná-las adoráveis, mas que também podem esconder características perigosas.

Lembre-se que:

  • a violência doméstica só tem esse nome porque acontece dentro de casa;
  • a maioria dos casos de abuso infantil é realizado por parentes ou pessoas muito próximas e conhecidas da família;
  • padres podem ser pedófilos como qualquer outra pessoa que sofra de uma patologia;
  • um patrão pode ser um assediador…e assim por diante.

Ou seja, os sinais podem estar escondidos além do que é socialmente esperado de uma pessoa, profissão ou local que frequentamos. Se você sentir que existe algo estranho, pense mais uma vez.

2- Adoecimentos frequentes, dores de cabeça e no corpo. Sentir-se esgotado…

O corpo fala e devemos escutá-lo.

Tensão constante pode gerar dores de cabeça e no corpo- e a origem pode ser emocional, fruto de algo que está tornando a vida da pessoa difícil a maior parte do tempo.

Adoecer pode ser um pedido desesperado do corpo que opta por entrar em pane para obrigar a pessoa a parar. Parar fisicamente pode significar parar de sofrer emocionalmente.

Existe inteligência no corpo e essa inteligência é ligada a tentativas de sobrevivência.  Por outro lado, os estudos da psicossomática indicam correlação direta entre o emocional e o organismo: uma pessoa estressada, por exemplo, pode ter aumento dos batimentos cardíacos que levam ao aumento da pressão arterial e que podem multiplicar os riscos de problemas cardíacos.

  • insônia;
  • queda de cabelos;
  • bruxismo
  • alergias e outras doenças ligadas a alterações imunológicas.

Exemplos como os mencionados acima não faltam, mas a questão é: você observa se pode existir relação entre o que seu emocional sente e o que o seu corpo fala?

3- Discussão e afastamento de pessoas próximas e queridas….

“Quem avisa amigo é.” Amigo também deve ser aquele que reflete humildemente sobre o que foi falado. Tendemos a nos armar e refutar ideias e “conselhos” de pessoas próximas. Entretanto, se algumas das pessoas que consideramos estão dando indicativos de que estamos em um caminho errado, não deveríamos parar e ouvir? Tenho certeza que, por exemplo, uma amiga próxima aconselha a outra que está gastando demais ou brigando demais com a família. A questão é, aquele que ouve o conselho reflete sobre o que ouviu ou apenas escuta?

Indicativo de que existe algo errado também é o afastamento de pessoas próximas. Por que elas estão mais distantes? O que gerou o afastamento? É importante ressaltar que qualquer um dos lados pode ter maior responsabilidade nisso, mas não ver o real motivo pode ser ignorar grandes sinais de que existe algo muito errado.

4- Sensação de estar infeliz, mesmo quando deveria estar bem. Rompantes de raiva desproporcionais ao momento. Sentimento de fracasso ou de que a sua vida é uma farsa…

  • Se eu digo para todos que estou feliz, posto fotos feliz, exibo coisas que comprei e ainda assim não me sinto feliz…
  • Se eu percebo que me frustro muito facilmente e, frente a isso me irrito e tenho explosões com facilidade onde ataco pessoas de maneira exagerada.
  • Se eu percebo que como em excesso para acalmar o emocional e alimentar algo que vai muito além do físico, mas que isso traz sequelas na autoestima e em toda a minha rotina.

O desvio de um sentimento para compras, alimentos ou qualquer outra compulsão é indicativa de que existe algo sendo trilhado no caminho errado. Toda compulsão acarreta consequências para pessoa.

A atenção ao que está por trás de ações que tomamos ao longo do dia e de como nos sentimentos em relação à elas é uma grande chave para administrar melhor os sentimentos, até mesmo para não perder o controle nos momentos em que eles naturalmente oscilam.

Se você se identifica com algum dos pontos descritos acima, procure ajuda das pessoas em quem confia, converse com elas sobre isso e, se achar necessário, não se acanhe em procurar um profissional especializado. A maturidade de reconhecer que se precisa de ajuda é uma das maiores dádivas daqueles que querem se tornar pessoas melhores.

Imagem de capa: Falcona, Shutterstock

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Josie Conti
Blogueira e empresária. Após trabalhar anos como psicóloga, abandonou o serviço público para manter seus valores pessoais. Hoje, conjuntamente com sua equipe, trabalha prioritariamente na internet na administração funcional, editorial e publicitária de redes sociais e sites como CONTI outra, A Soma de Todos os Afetos e Psicologias do Brasil, além de várias outras fan pages que totalizam cerca de 9 milhões de usuários. Também escreve para as Revistas Contemporânea Brasil e Caminhos. É um exemplo de pessoa que mudou de profissão da área de atendimentos clínicos em saúde do trabalhador para reconstruir seu próprio caminho como editora de sites e blogueira. A formação em psicologia com passagens e especializações nas áreas da psicopedagogia, neuropsicologia, recursos humanos, clínica e saúde do trabalhador nunca foram perdidas e são utilizadas diariamente na escolha dos materiais, seleção de colunistas, em seus textos e vídeos . Acredita que a universidade deve ser um degrau construtor de conhecimento e senso crítico, mas nunca a definidadora de uma vida.

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