12 coisas que você percebe quando amadurece emocionalmente (convite para checagem pessoal)

A imaturidade faz parte do percurso quando buscamos a maturidade. Dificilmente perceberemos algumas coisas fundamentais da vida sem que erremos antes.

Todos erram muito, mas a maturidade costuma estar associada com os tópicos listados abaixo.

Também é importante lembrar que nem sempre a maturidade está relacionada à idade. Nem todas as pessoas com mais idade são maduras, assim como existem pessoas muito jovens que são bastante amadurecidas.

Será que você já se reconhece em alguns deles?

1- Você percebe que não é tão inteligente quando pensava que era

A arrogância daquele que muito conhece de um tema costuma ser inversamente proporcional à ignorância que ele tem de si em relação às potencialidades do outro.

2- Você percebe que ser assertivo e estabelecer limites não é sinônimo de egoísmo

Antes de ajudar ao outro ou de doar-se em demasia por bondade, submissão, ou mesmo por amor, é necessária a atenção aos próprios valores e crenças pessoais. Ser excessivamente servil para com o outro pode implicar um aniquilamento de si. Encontrar os momentos para dizer “não” e “sim” são dos mais preciosos momentos da vida.

3- Você percebe a pouca relevância do que considerou grandes problemas em sua vida

Sofremos por muito pouco, mas não temos o direito de diminuir o sofrimento de ninguém, uma vez que ele vem associado ao que a pessoa é capaz de vivenciar naquele momento – seja por fruto da pouca idade ou mesmo da imaturidade para lidar com o assunto ou sentimento associado à dor. Com o tempo, entretanto, aprendemos a dar mais valor e a direcionar mais energia ao que realmente merece maior atenção.

4- Você percebe que mudar para agradar aos outros é ser falso consigo mesmo e com sua própria essência.

Quanto maior a autoestima, menos atenção a pessoa dá a julgamentos alheios.

5- Você percebe que pegar atalhos costuma ser improdutivo.

Tendemos a comparar o nosso início de jornada ao final da caminhada do outro. Dificilmente herdeiros são capazes de manter um patrimônio construído por outra pessoa assim como teóricos não são bons na prática profissional antes de por ela também construírem sua história. Conhecer e praticar nunca serão pontos excludentes.

6- Você descobre que, para muitas injustiças, existe um tipo de “lei do retorno” que a própria pessoa que nos fez mal contrói para si.

Quem fez mal para nós costuma também errar com outras pessoas e, muitas vezes, aquele que foi nosso algoz, com o tempo, cairá em uma cova cavada por si mesmo e que será resultado de sua falta de ética, civilidade e justiça.

7- Você percebe que nem todas as batalhas são válidas

Temos que escolher nossas lutas com muito cuidado para direcionar nossas energias de maneira correta e produtiva. Pode parecer um contrassenso, mas não vale a pena lutar por algo, se aquela luta trouxer mais males do que bens. Às vezes, é melhor calar para manter a paz. Às vezes, é melhor ter algum prejuízo do que entrar em uma disputa judicial. Às vezes, é mais seguro esperar do que colocar em risco a nossa integridade física. Nunca haverá a escolha absolutamente certa para isso e sim a escolha certa para cada um. E a maturidade nos ajuda muito com isso.

8- Você percebe que as pessoas e o mundo não lhe devem nada.

Ah, liçãozinha danada de difícil! É sempre mais fácil atribuir a culpa ao outro, a falta de dinheiro, a falta de sorte, a falta de oportunidades, aos pais que foram ausentes ou a opressores. Tudo isso explica muitas coisas, mas não justifica a permanência em um estado de inércia pessoal frente à continuidade da vida.

9- Você admite que, por mais maduro que possa ser em algumas áreas, sempre será um jovem aprendiz em outras.

Mais uma vez, a maturidade passa pela humildade do reconhecimento de nossa pequenez frente ao todo. Ninguém é bom em tudo e a maturidade vale-se do reconhecimento e da gratidão àqueles que fazem o que nós nunca seremos capazes de fazer.

10- Você percebe o real valor e funcionalidade do dinheiro.

Dinheiro é bom. Dinheiro é bom demais. Dinheiro é realmente muito bom. Entretanto, dinheiro é um meio e nunca um fim em si. É bom ter dinheiro para cuidar da saúde, mas pouco ajuda ter dinheiro sem saúde. É bom ter dinheiro para sanar o básico, mas é ruim ter dinheiro, se o custo for a escravidão de não ter tempo para si, não ter tempo para ver os filhos crescerem.

11- Você finalmente percebe que o tempo é limitado, que a vida passa muito rápido e que a finitude abraça a todos.

Essa percepção é muito complexa para um jovem que nunca viu ninguém, além de, talvez seus avós bem mais velhos, morrer. Com o tempo, entretanto, vemos nossos tios, pais e amigos próximos deixarem esse mundo. Com o tempo, percebemos que um único suspiro separa a vida da morte, que somos só mais um nesse mundão. Percebemos que mesmo os maiores homens da história nasceram, viveram e morreram: os museus estão repletos deles. Aliás, em 100 anos, nesse mesmo local em que estamos, todas as pessoas serão diferentes e também únicas, mas não seremos nós.

12- Você percebe que os momentos de felicidade estão na jornada e junto daqueles que nos dão as mãos durante o caminho.

“Pessoas éticas têm amigos, os outros só têm cúmplices”. Essa ideia vem sendo transmitida pelo filósofo Leandro Karnal. Já a realidade que ela traduz é de todos. Quem levaremos conosco nos maiores e melhores momentos de nossa vida? A maturidade responde.

Uma boa jornada para todos nós!

Imagem de capa: lissa93, Shutterstock

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Josie Conti
Blogueira e empresária. Após trabalhar anos como psicóloga, abandonou o serviço público para manter seus valores pessoais. Hoje, conjuntamente com sua equipe, trabalha prioritariamente na internet na administração funcional, editorial e publicitária de redes sociais e sites como CONTI outra, A Soma de Todos os Afetos e Psicologias do Brasil, além de várias outras fan pages que totalizam cerca de 9 milhões de usuários. Também escreve para as Revistas Contemporânea Brasil e Caminhos. É um exemplo de pessoa que mudou de profissão da área de atendimentos clínicos em saúde do trabalhador para reconstruir seu próprio caminho como editora de sites e blogueira. A formação em psicologia com passagens e especializações nas áreas da psicopedagogia, neuropsicologia, recursos humanos, clínica e saúde do trabalhador nunca foram perdidas e são utilizadas diariamente na escolha dos materiais, seleção de colunistas, em seus textos e vídeos . Acredita que a universidade deve ser um degrau construtor de conhecimento e senso crítico, mas nunca a definidadora de uma vida.

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