O futuro incerto não é motivo para desperdiçar as oportunidades do presente

Imagem de capa: Cristalov, Shutterstock

Quando você foca o seu olhar na vida ao seu redor e não em um futuro incerto, está apostando no presente. Você pode sentir coisas que de outra forma não sentiria, criar a oportunidade de valorizar tudo que existe ao seu redor e que merece um “OBRIGADO” com letras maiúsculas.

Tudo é passageiro. Temos uma vida nas mãos. Uma vida: um tempo finito em um espaço imenso e fértil, pleno de diferentes possibilidades e oportunidades. A vida nos rodeia com a sua enormidade. Ela está aí para nós, esperando pelo nosso despertar e que a sustentemos forte com as nossas mãos sem hesitar, sem vacilar.

Passamos muito tempo da nossa vida esperando por situações incertas, que as pessoas mudem, ou até mesmo que possamos mudar a nós mesmos. Entramos numa espécie de túnel do tempo que nos impede de ver o que está ao nosso redor, de perceber a luz da nossa vida: suas nuances, seus claros e escuros.

A vida não acontece no futuro incerto

A vida pede para ser vista, para ser ouvida. Ela quer acontecer e quer lhe pertencer. Mas estamos tão ocupados planejando futuros incertos, cenários em nossas mentes, predizendo e (pré) vivendo catástrofes futuras, que a vida escapa das nossas mãos como a água escorre entre os nossos dedos.

“Colha as rosas enquanto pode porque o tempo passa rapidamente. A mesma flor que hoje você admira estará morta amanhã … “
– Walt Whitman –

Quanto tempo você quer passar esperando por aquela pessoa que não chega, ou que o vento volte a soprar de forma favorável para conduzi-lo pelo caminho certo novamente? É como se você vivesse em outra dimensão e a única solução fosse sentar e esperar. Sem levantar um dedo para explorar o que existe ao seu redor, sem perceber tudo o que você já tem.

Você está perdendo a oportunidade de alimentar os seus sentidos, de apreciar o pequeno e o minúsculo que, muitas vezes, é tão grande … Esteja presente no aqui e agora, neste exato momento, com cada poro da sua pele alerta… é uma passagem para a vida. Uma passagem para o prazer, para a tranquilidade, para a conexão consigo mesmo.

Viver é concentrar a nossa atenção no presente

Perdemos a conexão com nós mesmos quando nos acovardamos com medo de um futuro incerto. É esperar sem “estar vivo”, é como estar morto em vida. Estamos apáticos. Acreditamos que a nossa história pode esperar aqueles momentos especiais quando a sorte caprichosa nos trará o que pensamos que merecemos.

Temos medo de ser enganados. Queremos ganhar sem arriscar, sem perceber que quando postergamos o presente e suas potencialidades estamos condenados à insensibilidade. É como fechar os olhos e continuar caminhando. Se eu tropeçar e cair, culparei a vida por ser tão injusta.

Quando concentramos a nossa atenção sobre o que a vida “tem que” nos dar, e não sobre o que podemos fazer enquanto estamos vivendo, a impotência e a frustração serão companheiras constantes desta viagem. No entanto, quando concentramos a nossa existência no que podemos conseguir na vida, na troca que podemos fazer com ela, isso muda a nossa forma de olhar o mundo.

A importância de viver com os olhos da alma bem abertos

Quando temos os olhos da alma abertos, vemos aquilo não poderíamos ver de outra forma. Nós seremos capazes de perceber nuances que passariam despercebidas se os olhos de nosso ser permanecessem fechados. E então, seremos capazes de aproveitar a vida.

Nós não estamos falando de grandes acontecimentos com repercussões que todo mundo percebe. Estamos falando de algo muito mais íntimo e sensorial. Estamos falando sobre perceber no dia a dia a beleza de estar vivo; de aprender com a natureza e tudo o que ela nos dá com tanta generosidade.

Encontre um sentido para a sua vida e desfrute a sua existência. Não deixe a vida passar, porque ela é finita. Viva um dia de cada vez, não deixe que o futuro incerto roube a sua alegria de viver.

Fonte indicada: A Mente é Maravilhosa

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A Soma de Todos Afetos
Blog oficial da escritora Fabíola Simões que, em 2015, publicou seu primeiro livro: "A Soma de todos Afetos".

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