Não tenha medo de perder quem não se sente afortunado por tê-lo

Imagem de capa: Mostovyi Sergii Igorevich, Shutterstock

Se você tiver que perder alguém que não vale a pena, não sofra. Aqueles que não sabem valorizá-lo não merecem nem um minuto do seu tempo.

Não tenha medo de perder quem não te vê ainda que te olhe, quem não te escuta ainda que te ouça, quem não se sente afortunado por tê-lo.

Deixe ir os que fazem você se sentir vazio, quando você nasceu para se sentir sempre cheio, completo, digno e valente.

Todos, em algum momento, nos sentimos assim. Pode ser que o tenhamos experimentado em um relacionamento, com alguma amizade, ou o que é pior, em nossa família.

Perceber a desoladora sensação de não ser valorizado ou apreciado por aqueles com quem mantemos um vínculo estreito e significativo constitui um dos problemas emocionais mais devastadores que existem.

O problema é ainda maior quando uma criança o vive em relação a seus pais, e também quando mantemos uma relação amorosa e a outra pessoa faz com que nos sintamos sozinhos, desatendidos e sem brilho diante de seus olhos.

As pessoas precisam se sentir valorizadas e nutridas com atenção, consideração e afeto.

Se o que percebemos não é rejeição, e sim um mero vazio ou a baixa qualidade de um vínculo que não é reafirmado, nossa autoestima é prejudicada.

Reagir diante destas situações não é nada fácil. Não é por uma simples razão: porque a pessoa que sofre costuma ser reticente em admitir, e quem favorece o vazio ou a carência afetiva também não admite.

Hoje, em nosso espaço, propomos aprofundar este tipo de dinâmica tão destrutiva que estão excessivamente presentes em todo tipo de relação.

Quando estão ao nosso lado, mas nos sentimos sós

O ser humano precisa estabelecer vínculos com seus semelhantes. A família, os amigos, os casais, etc, constituem um pilar essencial para o nosso bem-estar. Todos precisamos estar unidos a “alguém”.

É assim que aprendemos, assim que crescemos como pessoas, e assim que nos iniciamos na magia das amizades que são tão enriquecedoras, onde cedo ou tarde consolidamos a relação com alguém para, talvez, formar uma família.

– Não somos ilhas de solidão, somos seres sociais que precisam de afeto e que gostam de dar amor.

No entanto, nem todos sabem dar afeto da mesma forma. Muitos não sabem cuidar, não sabem que uma relação é um jogo de energia recíproco, no qual eu te dou e você me dá.

Assim, em alguns casos, podemos experimentar o seguinte:

– A sensação de que nossas palavras e opiniões não são valorizadas.

– Ter a clara segurança de que a outra pessoa (companheiro, amigo, mãe, irmã…) não sente um interesse real pelo que acontece conosco, por como estamos, pelo que pensamos ou o que sentimos.

Quando isso acontece, quando estas pessoas estão ao nosso lado mas “não nos veem”, se inicia uma fase de desamparo muito difícil que é preciso saber enfrentar.

Às vezes a solidão escolhida é melhor do que a solidão projetada

É necessário saber diferenciar a solidão escolhida da solidão projetada.

A primeira faz referência à opção que todos temos de tomar nossos próprios caminhos para iniciar novos projetos por nossa conta, com nossa única companhia.

– É um ato de valentia que exige, sem dúvida, assumir riscos. No entanto, por ser algo escolhido por nós, nos sentimos bem, com uma sensação boa de controle.

– No entanto, quando outras pessoas estão junto de nós mas só nos oferecem vazios, desprezo e a segurança de que não somos importantes para eles, é necessário tomar decisões.

A solidão que os outros nos projetam com sua atitude e sua pobreza emocional e afetiva é, sem dúvida, a mais destrutiva que pode existir.

Reagir a tempo pode evitar que nossa autoestima e autoconceito sejam afetados.

Lembre-se de que sempre será melhor a solidão própria e satisfeita do que a companhia de alguém que não nos valoriza.

Há quem tenha o amor que acredita merecer

Esta é uma realidade evidente que todos, em algum momento, já experimentamos ou vimos em pessoas próximas: há quem tenha o amor que acredita merecer.

Não falta, por exemplo, quem diga as seguintes frases:

“Sim, tem suas manias e suas coisas, mas é a pessoa que encontrei para mim”.
“Temos nossos dias, mas mais vale o mau conhecido do que o bom por conhecer”.
“Estou bem com esta pessoa, porque a verdade é que eu não sei ficar sozinho”.

Pouco a pouco e sem se darem conta, estas pessoas se “resignam” a um tipo de relação porque pensam que não podem aspirar mais, porque é o que a vida lhes trouxe e só lhes resta aceitar.

Este é um erro. Ninguém merece desprezo, ninguém merece se sentir sozinho tendo uma pessoa ao lado. Somos merecedores da felicidade mais plena, mais vívida e autêntica, e isso pode ser alcançado com um parceiro ou sem ele.

Aprendamos primeiro a ser a pessoa que nós mesmos merecemos.

Não tenha medo de perder quem não o merece

É simples: não tenha medo, não hesite em deixar ir, em dizer adeus a quem não faz você se sentir bem, a quem não te ama como você merece, a quem não te vê como um presente e como a pessoa que torna sua vida mais bonita.

Não se conforme com menos do que você merece. Cuide da sua autoestima e do seu bem-estar emocional e psicológico deixando de lado quem vulnera a sua dignidade.

No final das contas, a vida é muito curta para não ter aquilo que realmente merecemos: calma, bem-estar e satisfação pessoal.

Fonte indicada: Melhor com Saúde

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Blog oficial da escritora Fabíola Simões que, em 2015, publicou seu primeiro livro: "A Soma de todos Afetos".

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