Crescer é foda, bicho.

Imagem de capa: FCSCAFEINE, Shutterstock

Oi, faz um tempo né?

Mas aqui estou como nas outras vezes: num escurou sem fim e uma tela aberta à minha frente e um peito cheio (TRANSBORDANDO!) de sentimentos. Mas diferente dos últimos esses sentimentos são bons. Não há mais tanto medo, tanta certeza de não ser alguém bom o suficiente e o mais importante, não tem mais passado.

Ele ficou nos outros textos, nas outras lágrimas que derramei, ficou lá trás. Hoje eu to nesse escuro escrevendo cheio de presente e somente alguns relances do futuro. To é transbordando de alegria, to que não me aguento de tanto sorriso.

Só que agora, eu cresci.

Você está se perguntando o que mais eu tinha pra crescer depois de tanta decepção. Pois é meu caro, eu e você fomos enganados pela nossa prepotência. Aqui estou eu contando como eu mudei e como tá tudo bem, sabia?

Lembra daquele cara que adorava virar a noite por aí e encher a cara? Bom esse cara ainda ama beber e vadiar por aí, mas ele valoriza seu conformo mental e físico quando ele vai embora às 2h da manhã dos lugares. Ele quer beber num domingo a tarde pra poder ver uma série quando chegar em casa, entende? E foi um trabalho bem cansativo pra eu entender isso e entender que tá tudo bem aquietar.

Lembra daquele coração louco que tomava a frente de tudo? Agora ele fez as pazes com a razão e eles começaram a achar um equilíbrio e o coração ficou mais quentinho depois disso. Fora que ele tá bem feliz com o outro coração que tá batendo perto dele.

Crescer é realmente uma construção diária. Você passa anos tendo pique pra mais uma e mais outra, daí chega a época que você se força a ter esse pique e sua cabeça vai pro saco de tanto que você se força a estar nesses lugares em que você não se encontra mais e por fim você aceita que não tem mais esse pique, seus amigos não tem mais esse pique e duas cervejinhas já satisfazem o coração de vocês e as loucuras regadas a bebidas voltam a ser grandes eventos e não algo corriqueiro que você jura que vai parar toda segunda-feira.

E aí, depois dessa luta toda você acha que já é um grande adulto que aceita sua idade e não que só paga os boletos que a sociedade diz que tem, mas aí é que tá: não acaba aí. Vem o processo de deixar pra trás quem cumpriu a missão na sua vida quando você tinha pique.

E essa eu não posso falar muito, porque ainda tá doendo ver a vida fazer esse enorme filtro sem eu pedir, sem eu me preparar. Mas eu vou chegar no ponto que vou aceitar e tudo vai ficar bem, mas enquanto isso não chega eu tenho a certeza de que, pelo menos um pouco, eu cresci.

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Gabriel Bernardi
"Estudante de Rádio, Tv e Internet, Cinema e amante da arte de se expressar por palavras. Canceriano, ascendente em Libra, acredita que o amor muda a forma que vemos o mundo e como levamos nossa vida. Livros sempre foram seus melhores professores, nos trilhos de trem e metrô aprendeu muito sobre pessoas. Considera um prazer escrever pra si mesmo e agora uma honra ser lido por você." Também publicando em: https://medium.com/@gabriel.bernardi

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