A linguagem da alma é decifrada por corações sensíveis e dispostos a amar

Imagem de capa: Enrique Arnaiz Lafuente, Shutterstock

Precisamos aprender a confessar o que estamos sentindo. Prendemos tudo no peito, deixamos entalado na garganta e convivemos com aquela sensação louca de como teria sido se tivéssemos feito diferente. Não abandonamos as interrogações que nos cercam e quase nos tornamos uma. Ficamos sem rumo à margem de nós mesmos e perdemos grandes momentos por medo de arriscar. É preciso atitude e coragem para sairmos da inércia do conforto de nossos achismos e aprendermos a tentar, quantas vezes necessário for.

A maior qualidade de campeão é nunca desistir, porém é necessário muito treino e esforço para se alcançar a vitória. Deixar transparecer o que se passa dentro nós, exige, primeiramente, sinceridade consigo mesmo. Muitas vezes, fechamos os olhos para o que estamos sentindo para demonstrarmos outra realidade para os outros. Responder que está tudo bem, após um como vai, tornou-se um hábito, falamos da boca pra fora. Já parou pra pensar que quem perguntou pode ser a fonte da ajuda que você precisa?! Mas, é preciso colocar pra fora, ninguém tem bola de cristal, embora, às vezes, pareça.

Guardar o que está incomodando, só servirá para fazer um estoque de coisas ruins que serão usadas contra nós mesmos. Confesse, que seja com um amigo, num pedaço de papel, um estranho ou consigo mesmo, diga a verdade e deixe transparecer aquilo que, apesar do esforço para disfarçar, seu olhar entrega, seu jeito demonstra e o seu silêncio grita. A linguagem da alma é decifrada por corações sensíveis e dispostos a amar, ajudar, escutar e também a demonstrar o que está sentindo.

Não seja egoísta com ninguém, principalmente, consigo mesmo. Enxergue a dádiva do milagre que existe em cada sentimento dentro de você, pois são eles que nos movem e, quiçá, sejam eles bons. E, mesmo quando não forem, continue tentando, nunca sabemos quando vamos cruzar a linha de chegada da vida. Temos somente o agora e, enquanto sentirmos alguma coisa, é sinal de que o coração ainda pulsa. Compartilhe, não prive o mundo da dor ou alegria você carrega. Tudo fica melhor e mais leve quando sabemos dividir…

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Rachel dos Santos

Paulistana, porém mineira de coração. Viciada em música e sorvete, adora filosofar no facebook e compor canções que guarda a sete chaves. Estudante de jornalismo , pretende construir um mundo mais bonito por meio de seus escritos. Acredita que a simplicidade é a chave que abre a porta da felicidade. Sempre usa reticências no final das frases porque sente que sempre há um pouco mais a se dizer…

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