As coisas irão me afetar tanto quanto eu permitir que me afetem

Imagem de capa: Africa Studio, Shutterstock

Devemos aprender a fazer com que tudo que nos rodeia não nos afete. Não se trata de transformar-se em um ser sem sentimentos, mas de impor barreiras e ver as coisas de outra perspectiva.

Todos somos mais ou menos permeáveis. Haverá quem se deixe afetar mais por algumas coisas do que por outras.

No entanto, algo que devemos ter claro é que sempre será adequado dispor de barreiras emocionais adequadas.

Em nossas relações do dia a dia, cada um de nós deveria ser capaz de aplicar a famosa expressão de “ser e deixar ser”.

No entanto, o que encontramos muitas vezes é justamente a versão oposta: “Eu sou e não te deixo ser”.

As críticas, as mentiras encobertas, o egoísmo, a falsa amabilidade, as pessoas que amam discutir, as que veem problemas quando só existe harmonia…

Estes são pequenos exemplos das artes pouco respeitosas que podem acabar prejudicando o nosso equilíbrio interior.

Agora, longe de intensificarmos cada vez mais esta sensação negativa apegando-nos a elas, devemos ser capazes de manter uma mente fria.

Se você se permite afetar até o ponto de mudar seu humor, sua forma de se relacionar, e até de ver a vida, estará perdendo muitas coisas.

Não se transforme em um prisioneiro de mente quadrada. Não se deixe controlar pelo que não vale a pena. Assuma quem você é, o que você é e o que vale, e seja livre de quem só lhe traz tempestades quando o que você quer é calma.

As emoções são contagiosas: abra seu guarda-chuva protetor

Falamos no começo sobre a permeabilidade. Este fenômeno através do qual acabamos recebendo dos demais uma determinada carga emocional que muda por completo nosso humor.

É um fato tão comum quanto perigoso.

O próprio Daniel Goleman falou disso em seu livro ‘Inteligência Emocional’. Quase ninguém está imune a estes contextos que fazem parte da vida.

O comportamento de uns impacta de uma determinada maneira a vida de outros, para o bem ou para o mal. No entanto, este “vírus” emocional, longe de se deter, continua chegando a mais pessoas.

Para compreender melhor, daremos um exemplo.

– Você tem o clássico companheiro de trabalho que sempre busca criar problemas. Suas críticas constantes, seu negativismo e sua falta de respeito causam um impacto sobre você, gerando um mau humor.

– Por sua vez, este mau humor também chega com você em casa, contagiando sua família através da sua apatia, do seu mal-estar.

Não se trata, em absoluto, de que as coisas não nos afetem. Algo assim é impossível. O ser humano é puramente emocional; não somos mentes rochosas sem emoções e sentimentos.

Assim, trata-se de mudar o polo desta energia negativa. É preciso buscar o equilíbrio, abrir o guarda-chuva emocional e lembrar que, se algo te afeta demais, você perde qualidade de vida.

Relativize, proteja-se.

Seu palácio de calma

Ainda que você não acredite, em um cantinho do seu cérebro há um palácio de calma. É maior por dentro do que por fora, e se transforma em um refúgio magnífico no qual podemos relativizar, encontrar harmonia.

– Deixe que o falador fale.

– Permita que o crítico se envenene com sua própria maldade.

– Deixe que o desorganizado se perca em seu próprio caos.

– Afaste-se de quem lhe traz amarguras recordando sempre como as coisas estão ruins.

– Busque a calma quando alguém tentar usá-lo como alvo para suas críticas porque não tem outra coisa para fazer.

Este palácio de calma não é um esconderijo. É um lugar para recordar, acima de tudo, quem você é. Não importam as críticas nem as ofensas, elas são apenas ruído ambiental.

Porque quando alguém tem muito claro quem é e o que vale, o que os demais dizem não importa.

Enfrentarei o que me afetar com dignidade

Abrir nosso guarda-chuva emocional para evitar que determinadas coisas nos afetem não significa que devemos ser passivos. Não quer dizer que devemos apostar na “não resistência” para nos deixarmos manipular ou assediar.

– Manter o equilíbrio interior é um modo de não intensificar determinadas situações diante das quais não vale a pena perder tempo.

– Um exemplo disso seriam as discussões. Muitas vezes não é possível dialogar com alguém porque a pessoa não entende o que é se comunicar sem gritar, ou conversar sem querer ter sempre razão.

– Há batalhas nas quais é melhor não se perder. Porque em alguns casos, para vencer a ignorância, é preciso colocar-se à altura do outro, e assim, perdemos tudo.

O melhor é saber manter a mente fria. No entanto, a mente equilibrada também entende de dignidade. Sempre que nos sentirmos vulnerados, é necessário reagir e impor limites imediatamente.

Se não fizermos isso, os demais continuarão ganhando mais terreno e avançando em seu assédio. Falar com assertividade e firmeza não é agredir, é defender nossos direitos.

Algo que devemos fazer com respeito, mas impondo barreiras.

Para concluir, sabemos que às vezes conviver não é fácil. No entanto, quem escolhe ver a vida com a lente do respeito, da harmonia e da dignidade evita sempre dar importância e se deixar afetar por certos aspectos da vida.

No final das contas, as pessoas falam o que querem, e você decide se suas palavras irão afetá-lo ou não.

Fonte indicada: Melhor com Saúde

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Blog oficial da escritora Fabíola Simões que, em 2015, publicou seu primeiro livro: “A Soma de todos Afetos”.

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