Ela não tem meu sangue, mas é minha irmã

Imagem de capa: astarot, Shutterstock

Difícil explicar como podemos nos entender tão bem mesmo com tantas diferenças. Mesmo com tantos motivos para darmos errado, nossa história deu certo. Nossos opostos se atraíram e deram vida a amizade mais linda que eu vi e vivo graças à você.

Você que nem sempre fala o que eu quero ouvir, mas o que eu preciso escutar, independente se doa na hora. Você sabe melhor do que ninguém que eu não suportaria lidar com certas coisas se elas ganhassem proporção maior do que as minhas expectativas. Você sabe como me dar um choque de realidade e me trazer de volta para o mundo real, mesmo quando eu fujo dele.

Você me ouve quando eu falo e compreende meu silêncio. Decifra meu olhar sem que eu diga uma palavra. Criamos nossa própria linguagem, nossos códigos, parece que nos comunicamos por telepatia. Somos cúmplices da nossa loucura que é o nosso maior ponto em comum.

Você não tem meu sangue, mas é minha irmã. E, como tal, também me dá umas broncas de vez em quando, mas é preciso, eu sei. Sei também que não sou fácil de lidar e, mesmo assim, você insistiu em mim. E eu sou grata por isso.

Sei que palavras não são capazes de descrever a importância que você tem pra mim. Só queria te dizer, obrigada por existir e me mostrar que a amizade quando é de verdade, é um presente que ganhamos todos os dias e, como o ar que respiramos, não tem fim. Tem um pouco de você dentro de mim…

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Rachel dos Santos
Paulistana, porém mineira de coração. Viciada em música e sorvete, adora filosofar no facebook e compor canções que guarda a sete chaves. Estudante de jornalismo , pretende construir um mundo mais bonito por meio de seus escritos. Acredita que a simplicidade é a chave que abre a porta da felicidade. Sempre usa reticências no final das frases porque sente que sempre há um pouco mais a se dizer...

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