Com o tempo você aprende a amar mais, mas menos pessoas

Imagem de capa: wilaiwan jantra, Shutterstock

Com o tempo nos damos conta de que menos é mais, e que o importante não é acumular amigos, e sim que os amigos que temos sejam de verdade.

Ao contrário do que muitos pensam, o tempo não concede por si mesmo a sabedoria e maturidade com as quais, finalmente, conseguimos levar a vida que desejamos.

Amadurecer implica, em primeiro lugar, tomar consciência de que para cada coisa realizada e vivida se obtém um aprendizado.

É um ato que deve ser realizado com a humildade de quem assume cada erro cometido, mas que se arrepende de tê-lo praticado.

Porque o que aconteceu é a vida vivida, tudo serve para fazer um balanço.

Além disso, há muitas pessoas que, pouco a pouco, estão percebendo algo muito concreto. O que confere a verdadeira felicidade não é possuir coisas, acumular bens materiais ou obter sucesso.

A felicidade é algo tão simples como amar e ser amado. Neste caso, algo assim só adquire significado real com um grupo muito limitado de pessoas.

Longe de parecer uma atitude egoísta, isso é visto como um princípio de saúde emocional. Evitará decepções, falsas ilusões, e trará o equilíbrio pessoal que todos aspiram.

Este artigo propõe uma reflexão sobre o assunto.

Com o tempo aprendemos a amar

Durante a adolescência ou em nossa primeira juventude, as coisas e as pessoas chegam até nós com o impacto de quem deseja experimentar tudo sem aplicar qualquer filtro.

– Queremos experimentar, rir, amar, descobrir, sentir. Estabelecer limites e barreiras, muitas vezes, significa não ser aceito e perder a chance de integrar o grupo.

– Os amores chegam com a intensidade de uma tempestade de verão. Deseja se conduzir com essa necessidade iluminada de quem anseia amar e sentir-se amado. O mesmo acontece com as amizades.

No entanto, com o passar do tempo, abrimos o olhar interior que é capaz de ver o que nos rodeia com mais calma, com mais perspectiva e sabedoria.

“Acumular” pessoas não traz felicidade

A solidão pode ser aliviada de muitas maneiras, mas acumular amigos não é o melhor caminho. Isso nos faz, em primeiro lugar, adicionar pessoas à nossa vida que nem sempre serão sinceras e nem se harmonizam com a nossa identidade.

– A solidão é o vazio pessoal que deve ser preenchido com maturidade para estabelecer relações plenas e genuínas com os outros.

– À medida que o tempo, passa perdem-se muitas amizades. Porque o tempo é sábio e diz “quem sim” e “quem não”.

– Só então percebemos que a autenticidade e o afeto sincero são os que podem enriquecer a nossa alma e coração.

– Valores como o respeito, a reciprocidade ou a cumplicidade, onde se entende a necessidade da outra pessoa, não são fáceis de encontrar.

– Quando se encontra verdadeiros amigos ou casais cujos corações se encaixam, recuse-se a deixá-los ir, porque eles são os únicos que dão à luz a existência.

Menos é mais (também em nossos relacionamentos pessoais)

As pessoas extrovertidas e necessitadas de estímulos agradecem essa interação contínua em grandes grupos de pessoas onde fazem contato com os que as rodeiam.

Rir com estes, conversar com aqueles…

– Quanto mais interação, mais felicidade. Quanto mais amigos, mais oportunidades para sair, curtir e iniciar novos projetos.

– No entanto, e isso também é comum neste tipo de personalidade mais aberta, com o tempo descobrimos que é sempre melhor ter um pequeno número de pessoas ao nosso redor para termos um tratamento diário mais satisfatório.

– Não se trata de romper os laços para evitar certas pessoas, colegas e familiares. Trata-se, na realidade, de não reforçar o vínculo incômodo mantendo uma respeitosa distância.

Com o tempo deixamos de nos importar com que os outros pensam a nosso respeito. Sabemos que “menos é mais” e que, se esse pouco nos faz feliz, não precisamos de mais nada.

Estou contente com pouco, porque sei o que é melhor

Se você tiver dois amigos honestos, nobres e autênticos, não precisa de mais nada: eles são um tesouro. Além disso, ter um parceiro com quem viver em harmonia e fazer o outro crescer e desfrutar de cada minuto é tudo.

Reduzir as nossas vidas a esses grupos fechados, como familiares, amigos e membros da nossa família, não é um ato que ninguém pode criticar. Porque quem sabe o que tem aprecia, cuida, e não precisa de mais nada.

No entanto, isso é algo que nem todo mundo consegue ver. Às vezes, a coisa mais bonita que você tem em sua vida está muito perto de você.

Semeie humildade no coração e nos olhos, de modo que possa descobrir onde a verdadeira felicidade se encontra.

Fonte indicada: Melhor com Saúde

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Blog oficial da escritora Fabíola Simões que, em 2015, publicou seu primeiro livro: "A Soma de todos Afetos".

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