5 mitos sobre o perdão

Imagem de capa: Christian Schloe

O perdão é uma arma poderosa que lhe permite viver em paz com os demais e, principalmente, em paz consigo mesmo. No entanto, muitas pessoas não chegam a compreender o quão libertador que pode ser perdoar os demais.

O perdão pode ser uma faca de dois gumes. Na verdade, é uma forma comum de manipulação dos demais para conseguir que você faça o que desejam. Por isso é importante entender bem o perdão e aprender a estabelecer limites para se proteger dos abusos dos outros.

Por outro lado, nossa cultura nos impõe certas formas de comportamento que seguimos mecanicamente, muitas vezes sem nos darmos conta daquilo que estamos fazendo ou do porquê fazemos. Simplesmente reagimos como se espera que façamos, sem pensar em outras opções, alimentando e reforçando os estereótipos que tanto nos desagradam.

A seguir vemos os mitos e crenças erradas mais disseminadas sobre o perdão. Refletir sobre estes mitos lhe ajudará a conseguir perdoar de um modo mais sincero e ser mais consciente daquilo que faz e por quê.

1 – É preciso superar a sensação de estar ferido antes de perdoar

Muitas pessoas acreditam que devem superar primeiro a dor e a ira para poder perdoar, como se precisassem se sentirem melhor primeiro para serem capazes de perdoar. Mas a realidade é justamente o contrário.

O perdão é uma escolha que devemos fazer. Se você espera que o aborrecimento passe, a irá deixará o processo cada vez mais difícil. É com a “cabeça quente” que devemos decidir. Desse modo, o estado de tensão e aborrecimento passará antes, porque não deixará que a ira tome conta.

2 – Você tem que escolher perdoar, inclusive quando não sentir a vontade de fazê-lo

Isto é algo que orientamos muito as crianças e que muitas pessoas seguem reproduzindo em sua vida adulta. Mas o perdão não é uma escolha que possa se impor, e tem sim que ser uma escolha livre e consciente, mesmo que tarde um pouco mais.

Se você perdoa “com a palavra” porque é o que deve fazer – e acredita que deve – mas não perdoa de coração, a ira e o aborrecimento se transformarão em negatividade que explodirá em outro lugar. Tome o tempo que precisar, mas escolha livremente perdoar ou não.

Imagem: VGstockstudio/shutterstock

3 – Não perdoe a mesma pessoa várias vezes

As pessoas são humanas e os humanos cometem erros, e os cometemos vez após vez. Na verdade, somos os únicos seres vivos que tropeçam duas vezes na mesma pedra (ou assim dizem).

Aprender com os erros não é fácil, principalmente quando não somos plenamente conscientes deste erro. No fim, nem todo mundo entende as coisas da mesma maneira e em nosso comportamento entram em jogo muitos fatores.

Existem coisas que você pode ser capaz de perdoar uma vez e que pode ser muito difícil perdoar uma segunda. Mas nem todas as ofensas são igualmente graves, e seu impacto depende da pessoa que as cometa. Por isso temos que considerar cada problema de forma independente e não generalizar.

4 – Não se pode perdoar a alguém que não tenha se arrependido

É justamente o contrário. Se o outro não se arrepende do que fez, todo o peso do aborrecimento e da ira recai sobre você. Na verdade, dói mais. No entanto, se você perdoa a quem lhe fez sofrer, se liberta da carga.

Muitas pessoas utilizam isto para ferir ainda mais os outros, porque entendem o poder que têm ao não se arrepender. Contudo, se você os perdoa, os desarma, retira uma ferramenta valiosa para seus fins.

5 – Quando você perdoa, valida a ação do outro

Muitas pessoas pensam que perdoar é uma forma de dizer ao outro que aquilo que ele fez está certo ou é admissível. Na verdade, muitos utilizam esta forma de pensar para conseguir validar comportamentos inadequados ou pouco lícitos.

No entanto, o que você faz ao perdoar é enviar a mensagem de que o outro não tem poder suficiente para afetá-lo, de que você está acima disso. Pensando por esse lado, o perdão lhe permite estar por cima da manipulação psicológica que o outro possa exercer.

FONTEA Mente é Maravilhosa
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Blog oficial da escritora Fabíola Simões que, em 2015, publicou seu primeiro livro: “A Soma de todos Afetos”.

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