Tempo de amorosidade

Imagem de capa: Predrag Popovski, Shutterstock

Tempo em que todo o amor guardado dentro de nós pede para ser derramado em forma de reconciliação, ternura, perdão. É quando confraternizamos tudo o que construímos no ano que passou e repensamos o que poderemos acrescentar no ano que nascerá. Façamos de todas as nossas experiências anteriores aprendizados para o nosso melhoramento amoroso como pessoa, para que o nosso abraço se alargue do tamanho do horizonte; para que possamos sentir gratidão pela vida com suas belezas e adversidades e que possamos cumprir nossa missão nesta existência. Que sejamos uma presença de luz, compreensão, paciência. Que sejamos mais tolerantes e olhemos para o Outro, mesmo com todas as suas diferenças, como uma extensão bonita de nós mesmos.

Que exista amparo em nossas palavras e delicadeza em nossos gestos para que possamos contribuir com um mundo maior em alegria e esperança. Que nossos problemas sejam sempre menores que as soluções e que sejamos do tamanho dos nossos sonhos. Que a bondade esteja em nós, que a generosidade habite nossos corações e nossas vidas e que o entusiasmo guie nossos passos e nossas ações. Que não tenhamos que esperar o Natal ou o Ano Novo para festejar nosso dia a dia, mas que vivamos de tal forma que tudo em nós seja abundante amorosidade para que possamos sempre estender a nossa mão àqueles que precisarem do nosso acolhimento.

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Marla de Queiroz
Marla de Queiroz, brasileiríssima, é marlabarista de palavras. Simples e complexa como a contradição. Negra-índia urbana: fruto improvável de nó de intelecto e calo de mão. Seus versos vêm da imagem, do amor, da saudade, da contemplação. Com estética e sotaque próprios, nascem em Brasília e deságuam no Rio de Janeiro. Ler Marla é sentir a confortante sensação de que não estamos sós. É saber que temos alguém por perto para expressar o que sequer conseguimos sentir. (André Averbug)

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