Se faça um favor e vá ao cinema sozinho

Imagem de capa: Lolostock, Shutterstock

Dia desses decidi ir ao cinema sozinho. Tava cheio de vontade de ver um filme, todo mundo tava ocupado ou sem grana e aí pensei: ah, vou sozinho mesmo! E eu fui. Quando dei por mim estávamos eu e Andreia Horta como Elis Regina interpretando Como Nossos Pais e foi ali que percebi: eu não preciso de ninguém para ir ao cinema.

E isso foi a porta de entrada para a grande jornada de autoconhecimento. Ir ao cinema sempre me pareceu algo que fazemos somente acompanhados, ir sozinho é sinal de solidão, de coração partido ou desculpa pra tirar uma soneca (como se essa geração de 20 anos precisasse disso como desculpa), mas quando você quebra esses paradigmas você percebe o quão maravilhoso isso é.

Pode ser também por solidão ou pra não lembrar a tristeza, mas pode ser também porque você gosta de estar consigo mesmo. Gosta de fazer as coisas na sua hora, gosta de poder sair no meio se cansar do filme e pode chorar sem medo de que te acharão um tolo.

Ah, e não digo isso só com o cinema, não. Você já foi a um bar sozinho? E num parque passar um tempo lendo ou só existindo no meio do verde?

“Ah, Gabriel, mas nunca vou arranjar alguém se ficar indo sozinho nos lugares”, vem cá, você realmente quer estar com alguém que não entende que você precisa e gosta disso? Realmente quer se envolver com alguém que se sente ameaçado pela sua independência? Pensa melhor naquele velho ditado: antes só do que mal acompanhado.

Vá ao cinema sozinho, fique a sós com a Andreia Horta, com Elis, com a Maryl, bata um papo com o Tarantino ou cante com Chicago, mas se faça esse favor! Pelo menos uma vez, mesmo que não queira mais depois, mesmo que você não tome gosto pela coisa. Ao menos uma vez eu te peço: vá a algum lugar sozinho.

“Mas, Gabriel, e as festas, você vai sozinho?”

Bem… é uma outra lição que ainda preciso aprender.

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Gabriel Bernardi
"Estudante de Rádio, Tv e Internet, Cinema e amante da arte de se expressar por palavras. Canceriano, ascendente em Libra, acredita que o amor muda a forma que vemos o mundo e como levamos nossa vida. Livros sempre foram seus melhores professores, nos trilhos de trem e metrô aprendeu muito sobre pessoas. Considera um prazer escrever pra si mesmo e agora uma honra ser lido por você." Também publicando em: https:[email protected]

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