Quanto mais se ama, mais se quer amar.

Imagem de capa: wavebreakmedia, Shutterstock

É difícil amar pouco ou pela metade quando nasceu para amar.

É deveras complicado entender porque as pessoas se odeiam tanto, e por qual motivo deixam de amar alguém que não faz mais parte do seu convívio. Isso é realmente possível? Era mesmo amor?

Sempre questionei o fato de “matarmos” pessoas quando elas não nos servem mais. Sim, tornamos as pessoas descartáveis e não percebemos que fazemos isso. Será que o tempo em que ela esteve aqui, junto, não foi de verdade? Ou ainda, será que o tempo em que esteve aqui anula sua importância?

Não me leve a mal, por favor, mas eu amo os que partiram e os que permanecem. Cabe em mim uma quantidade infinita de amor que sobrenaturalmente multiplica após ser entregue a alguém. O que isso significa? Quanto mais se ama, mais se quer amar, mais se pode amar!

E isso não se limita a relacionamentos, mas a tudo quanto fazemos e sentimos. Quando há amor, toda e qualquer barreira é derrubada.

Você deve estar pensando que sou louca, e que não é possível amar alguém que lhe fez mal, ou que não é de boa índole. E é normal que pense assim. Amar alguém mesquinho e sem caráter é um desafio aos que amam.

Mas é importante que entenda que amar o que pratica o mal, não significa (de forma alguma) amar o mal que é feito. Inclusive, amar o que pratica o mal significa desejar e lutar para que a justiça seja feita, seja a do homem, de Deus ou do universo.

Uma mãe que entrega seu filho infrator à polícia, demonstra nesse ato o quanto o ama. Sim, corrigir, advertir, cuidar, ajudar, são formas de amar alguém.

Ou seja, amar o amor e não o objeto do amor (série Do Amor).

O amor é capaz de mudar as circunstâncias e pessoas. Aquele que é alvo do amor genuíno possivelmente não voltará a ser o mesmo, e ainda que demore, a semente germina. Então, se posso dar uma dica, a minha é que você AME. Ame sem reservas, ame o sol e a chuva, ame seu corpo, ame suas dádivas, ame seus familiares, amigos, ame quem partiu, ame quem permanece, ame.

(continua)

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Bárbara Fernandes
Sempre escrevi em diários, e guardava-os todos para mim. Até descobrir que existiam mais pessoas que precisavam ler. Então, aqui estamos!

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