Eu também tive uma relação tóxica e nociva

Imagem de capa: Jan Faukner, Shutterstock

É bom se dar conta de que estamos numa relação tóxica. Ruim é não querer mudar a situação por medo ou dependência. Todos nós merecemos ser felizes, sem condições.

Eu também tive uma relação tóxica e nociva que me anulou como pessoa e que destruiu tudo de bom que havia em mim. Imagine que era uma situação tão venenosa que cheguei a acreditar que toda a culpa era minha.

Podemos comparar uma relação tóxica com o vício em uma droga. Ainda que você saiba que lhe faz mal, que não é positiva para você, de alguma forma você termina justificando seu consumo.

Seria hipócrita afirmar que é possível sair disso facilmente. Não é assim. Não são dias, nem meses… Às vezes passam-se anos até sermos capazes de abrir os olhos, perdoar a nós mesmos e seguir em frente.

Quando chega esse momento, você se dá conta de que não foi tão difícil quanto pensava. No entanto, algo em você o forçava a se manter nessas circunstâncias tão desagradáveis.

Uma relação tóxica nos anula por completo

Não podemos reduzir as relações tóxicas a um só tipo, pois são muitas e diferentes as classes que existem.

Aqui, apresentamos alguns exemplos:

-Relação tóxica por dependência: a pessoa não pode viver sem seu companheiro, por isso, busca constantemente um parceiro. Sem ele, sente-se vazia e sua vida não tem sentido.

– Relação tóxica por maus-tratos: Um dos membros do casal sofre abusos físicos ou maus-tratos psicológicos por parte do outro. A vítima acredita que tudo é culpa sua.

– Relação tóxica baseada na mentira: Sem confiança, um casal não pode seguir adiante, a menos que um dos membros não se dê conta das mentiras (ou saiba delas, mas as aceite).

– Relação tóxica baseada na idealização: Cedo ou tarde, a pessoa que colocamos no alto cai. Surgem, então, as decepções, desilusões e desencantos.

– Relação tóxica baseada na absorção: Também denominados “ladrões de energia”, aquelas pessoas que se aproximam apenas para absorver tudo o que você tem de bom, e quando acabam, o abandonam.

Em todos esses tipos de relações tóxicas, a vítima é você. Você se rompe, se destrói, se machuca por dentro até ficar anulado. Assim, a outra pessoa pode fazer uso da manipulação.

Você deixa de saber quem é, para começar a ser o que a outra pessoa quer. Você se esqueceu de si; inclusive, perdeu o respeito que antes tinha por si mesmo. É o momento de recuperá-lo, não acha?

É possível sair de uma relação tóxica

Como já dissemos, podemos sair de uma relação tóxica. O grande problema é que esta não será uma mudança drástica e imediata. Ela precisa de seu próprio tempo.

Você tem vivido sob o domínio da pessoa de quem você gosta durante um período prolongado. Uma dinâmica de vida que se impregnou muito bem em você.

Sair dela é difícil, mas não impossível. Você necessita ser consciente de algumas coisas.

Para começar, você deve se dar conta de que está numa relação tóxica. Não se encontra assim porque gosta, você vê com seus próprios olhos como seu parceiro mente, manipula você ou como depende dele…

Após dar esse grande passo, que não é tão fácil quanto parece, é o momento de nos conscientizarmos de que isso precisa mudar.

Não sabemos quando isso acontecerá porque, ainda que ponhamos todo o nosso empenho, caímos outra vez no mesmo lugar.

No entanto, nosso subconsciente já assimilou que essa situação não será para sempre assim. Algum dia, não muito longe, chegará ao fim.

Mas isso não é tudo: você precisa ir abrindo um caminho com suas próprias atitudes, e não aceitando o que já experimentou até o momento. Mãos à obra!

O caminho para a esperança

No início, afirmei que eu tive uma relação tóxica e nociva. Assim como eu, muitas outras pessoas também já sofreram com isso.

Uma relação baseada na dependência, que fez com que toda a minha felicidade, alegria e motivação estivessem nas mãos de outro indivíduo.

O vínculo com meu parceiro se tornou um círculo vicioso repleto de negatividade. Não havia saída possível, ainda que eu vislumbrasse uma pequena e tênue luz de esperança muito de vez em quando.

Passei um longo período sob o domínio da ansiedade, desesperada por realizar aquilo que, desde de uma distância prudente, via com clareza.

O tempo foi o melhor de meus aliados. No dia em que não esperava, tudo terminou. Levantei-me da cama com um ar novo, renovado.

O calvário em que mergulhei havia chegado ao fim.

Não tenha medo de estar uma relação tóxica. Assim como cometemos erros, podemos cair em vínculos prejudiciais aos quais, sem querer, ficamos presos.

Esteja consciente do que acontece e tente aprender com isso. Não tenha pressa, pois todo ensinamento requer seu próprio tempo.

No final, você abrirá os olhos e poderá começar de novo.

Fonte indicada: Melhor com Saúde

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Blog oficial da escritora Fabíola Simões que, em 2015, publicou seu primeiro livro: "A Soma de todos Afetos".

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