Eu me sinto fora do mundo e quero voltar a viver

Imagem de capa: Dirima, Shutterstock

Somente poucas pessoas não experimentaram essa sensação que poderia ser definida como “estar fora do mundo“. É um sentimento semelhante ao abandono ou ao ostracismo, uma condição onde nos sentimos desorientados e sentimos uma profunda dúvida sobre o próximo passo. É uma mistura de perplexidade e desânimo ou falta de força que nos impede de viver plenamente.

Isso geralmente acontece depois de grandes perdas ou rupturas, isto é, depois de uma grave crise na vida. Esse sentimento de não estar no mundo pode ser o resultado de uma dor não resolvida, mas também pode se agravar e se tornar uma condição de risco que leva à depressão grave ou a um transtorno mais sério. Portanto, nunca deve ser encarado com algo simples.

“Nesta vida, temos que morrer várias vezes para depois renascer. E embora as crises nos aterrorizem, servem para colocar um ponto final em um tempo e iniciar outro”.
– Eugenio Trias –

Depois de um processo de assimilação que tem uma duração variável, chega o momento no qual a pessoa quer voltar para o mundo, quer voltar a viver normalmente. O problema é que, às vezes, não sabemos como.

Às vezes parece que estamos fora do mundo

Essas situações que provocam esse sentimento de estar fora do mundo muitas vezes estão relacionadas com a perda de algo ou alguém muito importante para a pessoa. Um exemplo clássico é a perda do emprego, especialmente se não há boas perspectivas para conseguir outro que seja equivalente ou preencha esse vazio.

Esta perda pode ser o início de um grande mal-estar, onde uma pessoa passa por fases de irritação, ansiedade, e até mesmo desespero. Se a situação não for resolvida corretamente, a insegurança e o pessimismo começam a “ganhar terreno” e, de repente, a pessoa pode desenvolver um comportamento autodestrutivo.

O mesmo ocorre quando há um rompimento ou a morte de alguém que você ama muito. A sensação é muito semelhante. Você se sente fora do mundo porque, de fato, o seu mundo, como era antes, não existe mais. E se o seu mundo não existe, é como se você não tivesse um lugar para ficar.

O marasmo de estar aí, sem estar

Os sofrimentos ou as crises não resolvidas nos levam a um certo distanciamento. Existem mecanismos inconscientes que nos fazem sentir culpa. No fundo, todos nós acreditamos que quando acontecem eventos negativos é porque fizemos algo errado ou alguma coisa ruim.

Estas situações também podem nos levar a nos sentirmos muito mais frágeis do que realmente somos. Nesses casos, não é raro que a pessoa perca a autoconfiança; corremos o risco de formar uma ideia equivocada sobre o que podemos ou não fazer.

A “queda do mundo” é um marasmo. Um estado de perplexidade onde não queremos ficar, mas de onde não sabemos como sair. E o mundo não é, e não voltará a ser, o que era antes. Como conseguir inventar uma nova vida, às vezes do nada, para seguir em frente?

Inventando novos caminhos para viver

No mundo, nada tem sentido por si só. Uma árvore é uma árvore e é você que decide se a verá como um obstáculo, como uma defesa, ou como algo que o encanta e atrai. O mesmo se aplica às situações mais abstratas, com as experiências e com as pessoas. É você que lhes dá o sentido que elas têm ou deixam de ter.

Às vezes temos que começar do zero para continuar vivendo. É uma situação assustadora, mas também pode ser uma grande oportunidade para construir e dar um novo significado a tudo que faz parte do seu novo mundo. Você pode preenchê-lo com a insegurança, culpas e medos, mas também pode, passo a passo, transformá-lo em uma realidade que está em um nível muito mais elevado do que a realidade anterior.

Como voltar a viver depois de estar fora do mundo? Precisamos agir da mesma forma que agimos com tudo o que é importante na vida: com humildade, perseverança e compromisso. Confie em si mesmo. Confie na sua capacidade de se levantar e seguir em frente. Se você está aqui lendo este artigo, é porque está procurando uma mudança. E se você busca, com certeza encontrará.

Deixe o seu coração falar, e não os seus medos ou os seus condicionamentos. Ouça o som mais genuíno que está dentro de você. Levante-se e siga em frente; corra atrás do que você deseja. Lembre-se do velho ditado que diz: “Quem sabe o que quer, encontra o como”.

Fonte indicada: A Mente é Maravilhosa

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Blog oficial da escritora Fabíola Simões que, em 2015, publicou seu primeiro livro: "A Soma de todos Afetos".

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