Sobreviver não basta, é necessário EXISTIR!

Imagem de capa pixelrain, Shutterstock

Há quanto tempo você não vê as estrelas? E não para pra observar o céu? Não sente o cheiro de terra molhada pela chuva…não sente a chuva, não se deixa molhar? Há quanto tempo você não saboreia um livro, sem pressa, e permite-se adormecer no meio da leitura? Há quanto tempo você nem vê o leite levantar fervura? Há quanto tempo você está correndo, de quem e pra onde, nem se sabe?

Cara… ás vezes a corrida pela sobrevivência, pela grana, é tanta, que esquecemos como a vida é deliciosa!!

A gente vai abafando a essência. Silenciando a alma.

A gente esquece os pequenos hábitos singelos que nos faziam verdadeiramente felizes.

A gente esquece como é bom sentar na areia, sem fazer nada, e ouvir o mar. Ouvir o silêncio!

Concentrar nas batidas do próprio coração.

Ouvir um reggae deitado numa rede…tomar sorvete de colher, rir das besteiras da internet…brincar com um cachorrinho…desenhar! Pintar…cantar alto com fone de ouvido!

Alguma vez, no último ano, você se permitiu desligar o celular, por algumas horas apenas? Mas você vai precisar desligar.

Se você não se desconectar por bem, o teu organismo fará isso por você. Aí começam a vir as fadigas…as doenças sequenciais, as crises de garganta e dor de cabeça constantes, o esquecimento, a apatia. E aí num belo dia, você, sendo forçado pelo teu próprio sistema imunológico, se vê obrigado a parar. Vai pra cima de um cama e então se dá conta, de que esteve esse tempo todo no piloto automático. No seu próprio corpo! Na sua própria vida!

Há quanto tempo você não acorda, na hora que quer, com REAL disposição? Com aquela vontade de preparar um delicioso café, planejar o almoço com alegria, enquanto canta uma musica qualquer? Há quanto tempo você deixou de ser quem é, para se tornar o que der? Cuidado pra não se magoar e não se perder de ti na busca por sabe-se lá o quê.

Às vezes a gente nem sabe pra onde ir, mas só sabe que tem que correr.Acontece, que correr cansa. E caminhando, também se vai longe. Respira. Lembre-se das promessas que tu fez a ti, aos 16 anos. Essas sim, eram o verdadeiro desejo do teu coração! Não precisa fugir com o guitarrista ou tatuar o braço inteiro, mas tente lembrar dos lugares que você planejava conhecer, das músicas que te faziam dançar, das atividades que te davam verdadeiro prazer, e tente incorporar ao teu atual ser.

Se escute! E ignore um pouco o resto do mundo. Menos os passarinhos! Faz quanto tempo que você não acorda ao som deles ou que se esqueceu de ouvir? Poucas coisas conseguem ser mais reconfortantes do que o silêncio de um novo dia começando, com cheiro de café fresco e passarinhos ao fundo. Isso não é um luxo. É uma necessidade da alma. Da mesma forma que nosso corpo reage á uma gripe, nossa mente reage ao stress. E da mesma forma que cuidamos para sarar da gripe, temos que cuidar para sarar do stress! É uma doença e pior que as outras, porque a gente ignora, as pessoas nos dizem que é “frescura” e a gente vai levando. Mas a mente é o nosso grande escudo contra os males desse mundo, se ela está defasada, qualquer ameaça passa. E ainda existem outras tantas coisas por trás de uma rotina atribulada, conheço gente que mesmo quando pode desacelerar não quer. A pessoa não quer se ausentar do trabalho, dos mil afazeres…rala tanto pra conseguir o dinheiro e no fim das contas não tem tempo nem para gastá-lo. Creio eu, que esse tipo seja o mais pobre que exista, mesmo sendo rico. Entende?! A pessoa tem uma vida no fundo tão vazia, que prefere se escorar no exaustivo trabalho e usá-lo como pretexto para ser ausente em outros setores da vida. Não tem muita paciência pra eventos de família…não tem saco pra viajar sozinho com a mulher, quer muito trocar de carro no começo do ano, como faz todos os anos da vida, e pra tudo isso, o trabalho é o pretexto perfeito. Vão acumular fortunas, certamente, mas morrerão com o baú de memórias e o coração, vazios.

Nosso corpo vai mandando sinais quando a coisa está ficando demais pra nós. Não os ignore!

Qual foi a última vez que você olhou um estranho nos olhos e teve uma súbita e frívola paixão à primeira vista?! Qual foi a última vez que você sentou pra brincar com seu filho ou fez um bolo de tarde com ele? Há quanto tempo você não para de fazer tudo e se concentra em fazer amor, calma e lentamente? Há quanto tempo você não se apaixona?! Seja por uma música, um amigo de infância, um lugar?!

A vida é LINDA!

Não aceite nunca que a tua opinião seja contrária à isso! Se essa frase te soa como uma besteira, um tanto utópica, tente se lembrar qual foi a última vez que você, espontaneamente, disse isso… A vida é linda.
Se você não está conseguindo enxergar essa beleza, não foi a vida que deixou de ser linda, foi VOCÊ, que passou a olhá-la por outro ângulo.

Chega uma hora que sobreviver não basta, é necessário EXISTIR.

Mude seu ângulo de visão. Mude-se.

EXISTA!

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Bruna Stamato
Carioca, criada na Bahia, quase paulistana e atualmente moradora de Porto Seguro-BA. Mãe de duas garotinhas lindas, geminiana, ascendente em Câncer e uma eterna sonhadora. Quando me perguntam, sempre brinco com as pessoas, dizendo que eu não sou escritora, apenas passo para o papel o que a minha alma dita. Por tanto, o mérito é dela! Sou aficionada pelas palavras, desde que me entendo por gente, quer dizer, na verdade, até hoje não me entendo direito por gente, mas amo as palavras desde que as conheci e que elas começaram a fazer sentido pra mim.

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