Mil vezes amor

Imagem de capa: olgashevtsova, Shutterstock

Você é daquele tipo de gente que constantemente a gente reza pra encontrar. É daquele tipo tão verdadeiro e transparente que não dá mais vontade de largar. Esse tipo, da sua espécie, é raro. Tão raro, que eu não conheço outros como você…ainda bem que Deus sorriu pra mim, que você sorriu pra mim, e que a vida me permitiu te ter. Eu já não lembro mais quem eu era antes de você. Releve o clichê! Eu amo absolutamente tudo em você; Teus defeitos, as manias chatas que me fazem rir, o jeito como você me olha, como você me pega, como você faz eu me sentir. Eu te acho tão lindo, todo tão lindo e mais ainda por dentro, dá vontade de abraçar teu avesso e te amar loucamente de todas as formas que eu conseguir. Eu lembro que eu vivia sonhando em como seria bom se existisse um amor assim, mas era aquele tipo de sonho tão impossível que eu já nem tinha mais a ousadia de pensar em pedir. Então eu só pedia que o amor viesse verdadeiro nas minhas orações antes de dormir. Eu não pedi esse seus olhos lindos que fizessem o mundo inteiro ficar pequeno diante de ti; Não…eu não pedi que o teu sorriso fosse perfeito e que iluminasse a minha alma. Eu não pedi que o teu corpo se encaixasse tão milimetricamente no meu…eu não exigi que fosse o melhor beijo do mundo, que me fizesse viciar! Nem nos meus momentos mais otimistas eu imaginei você. E de repente, vi todos os meus devaneios secretos inconfessáveis, escondidos no abissal do meu âmago, se tornarem realidade. Eu já havia amado antes. É verdade. Já amei muito almas sem amar a casca. Já amei muito corpos, achando a alma feia. Já amei olhos sem sorriso e sorriso sem olhos. Já amei apenas de olhos fechados. Já amei abraços. Já amei braços. Já amei palavras. Já amei bocas. Já amei sozinha. Por dois. Por dez. Já amei verdades e já amei mentiras também, confesso. Já amei promessas vazias e camas cheias. Rimas soltas, sem versos. Já amei despedidas. Já amei laços. Que se desfizeram brevemente;

Já amei brevemente, infinitamente num piscar de olhos. Já amei infinitamente, brevemente numa dança. Já amei por querer e sem a menor intenção. Já amei. E só. Já amei com dor no coração. Mas, nunca, jamais, havia completa e amplamente amado um ser como eu amo você. Nunca tinha experimentado concentrar todas as formas de amor em uma única criatura. Eu amo te amar. Eu amo te amar pela manhã. Eu amo te amar num domingo de Sol. Num feriado chuvoso. Eu amo te amar numa sexta á noite. Eu amo te amar num trânsito pesado e num sono leve, sem pressa, no meu sofá. Eu amo te amar com a luz acesa e às claras, sem disfarces. Eu amo te amar nas minhas fantasias. Até tarde. Eu me sinto absurdamente e absolutamente feliz contigo. Eu posso ser EU. Sem medo de não agradar. Eu te amo á vontade. Eu te amo no amorzinho e na sacanagem. Eu te amo na rotina. Na rotina do meu amor incansável. Por 10, por 100. Por todas as vezes que você quiser. Mil vezes! Que seja mil vezes amor! Mil vezes amor foi o que eu senti na primeira vez que eu te beijei. Mil vezes amor é o que eu desejo enquanto te vejo indo… Mil vezes amor é o que eu espero pra essa noite. Mil vezes amor é o que me acontece quando seguro a tua mão. Mil vezes amor é o que eu suplico aos anjos para nos concederem. Mil vezes amor é no que se transformou a minha vida, depois de te conhecer. Mil vezes amor até nas minhas tolas mentiras e nas minhas complexas verdades. Mil vezes amor Hoje. Por todos os meus hojes e por toda a nossa breve eternidade.

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Bruna Stamato
Carioca, criada na Bahia, quase paulistana e atualmente moradora de Porto Seguro-BA. Mãe de duas garotinhas lindas, geminiana, ascendente em Câncer e uma eterna sonhadora. Quando me perguntam, sempre brinco com as pessoas, dizendo que eu não sou escritora, apenas passo para o papel o que a minha alma dita. Por tanto, o mérito é dela! Sou aficionada pelas palavras, desde que me entendo por gente, quer dizer, na verdade, até hoje não me entendo direito por gente, mas amo as palavras desde que as conheci e que elas começaram a fazer sentido pra mim.

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