A dificuldade em ser transparente em um mundo cheio de máscaras

Imagine um baile de máscaras, onde neste baile, não é obrigatório usar máscaras, mas por ser um baile com este tema, os convidados optam por usar, até porque, é mais bonito, mais chamativo. Você pode escolher por uma máscara brilhante, diferente, cheia de enfeites. Ou então pode optar por usar uma mais simples, mas ainda assim usar uma máscara. Ou melhor ainda, por não ser obrigatório, você decidir ser autêntico e não usar, você ser aquela pessoa que “dá a cara pra bater”. Talvez seja um exemplo bobo, mas ultimamente, eu tenho visto a vida exatamente assim – e as pessoas se portando com máscaras. Na vida, não é obrigatório você fingir ser o que não é, mas ser quem somos, nos dias atuais, se tornou um desafio. A maioria das pessoas, infelizmente, optam por ser mais elegante para agradar a um certo público, e isso querido leitor, me causa arrepios.

Eu sou uma pessoa mega transparente, na maioria das vezes, por inocência mesmo. Eu acabo dizendo coisas, que para as pessoas, é o cúmulo do absurdo de ser dito, sempre ficam espantadas. Mas sabem porquê? A cultura que vivemos, nos moldou para fazermos a “boa praça”. É comum da nossa cultura atrasar os eventuais compromissos, e se você ousa dizer para a pessoa que está insatisfeito com o atraso, você é o chato da turma. É comum da nossa cultura mentir sobre algo que você não gosta, só para agradar. Quantas vezes você já disse que gosta de algo só para fazer a vontade do outro? Não que seja errado realizar o desejo da pessoa que você gosta, mas deixar claro que você NÃO GOSTA é essencial. E mais, deixar claro que você está fazendo “tal coisa” porque o quer ver feliz, é mais essencial ainda. Entende a diferença? É comum da nossa cultura não dizer o que pensamos em momento algum. Se você cobra um direito seu, você é correto demais. Se você diz NÃO, você é ruim demais. Se você contraria a maioria, você não serve para estar ali. Isso é desgastante pra quem não sabe usar as malditas máscaras.

É difícil conviver quando você não sabe dançar a música do baile. Mas não impossível! Eu sou tão transparente, que já perdi as contas, das vezes que eu contei algo do meu dia para uma pessoa, e acabei falando demais. É sem querer mesmo, faz parte da minha personalidade ser assim… E sei que existe mais pessoas assim, e eu adoro pessoas transparentes.

Claro né? Sinceridade tem limite como tudo na vida. Tem coisas que devemos dizer se só nossa opinião for solicitada… faz parte do código de etiqueta.

De uma coisa eu sei: nunca mude seu jeito, nunca! Se tiver que dizer NÃO, diga! Isso vai fazer bem para você, e cai entre nós, quem diz não, faz todo mundo valorizar seu sim, já pensou nisso? Jamais deixe de ser autêntica, esse é seu brilho e isso que faz a diferença. Se não gostam do seu jeito é porque não suportam a verdade, e pode ter certeza que as pessoas que estão como você, é porque realmente amam seu jeito e sentem bem com sua companhia.

Se ser transparente em um mundo de máscaras é um problema, eu quero mais é que esse baile exploda!

Seja sempre feliz consigo mesma, e acima de tudo, SEJA SEMPRE VOCÊ COM SEU ÚNICO E LINDO JEITO.

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Déborah Izy
Taurina, cerveja, ler, escrever, barzinhos, cinema, séries, filmes, super heróis, e amante da vida, acredito fielmente no amor. Gerencio a página em meu nome no Facebook: Déborah Izy. Espero que gostem e se identifiquem.

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