A Chuva: Quando o amor chegar

Gostaria de dizer, aos corações partidos e sozinhos, que há alguém à sua espera.

Ainda que não tenha muito sentido nesse momento, sorte ou fé. Ainda que pareça nublado, cinza e sem graça.

Haverá alguém que estará contigo em todos os fins. Do filme à vida, você não nasceu para estar só.
Espere só mais um pouquinho, a vida gosta de te surpreender. E eu sei que você sempre amou as surpresas que ela te trouxe.

Comemore um dia novo, e não apenas o ano. Sinta o ar em seus pulmões, segura esse coração e se prepara. Sinto cheiro de chuva e dessa vez não é para o jardim do vizinho.

É incerto. Ninguém sabe a hora ou dia, mas sabe que chega, sabe que vem.
Longe do que pensamos, o bem amado não é quem traz o amor. Antes do bem, o dom. O amor é independente, anda sozinho e acompanhado, autônomo e colaborador. O amor é a máxima da vida, é o que deve estar e ser.

Não demanda de regras, mas de construções. É feito dos mais variados gestos e dos mais incontáveis sabores. O amor é simplicidade de querer. O hoje estampado entre mãos, pernas e lábios.

É possibilidade. Todos podemos sê-lo. Todos podemos tê-lo.

E quando ele chega não há contestação. Mais uma vez ele se mostra como é, todo.
Não importa quantas vezes choveu no gramado do vizinho. Quantas flores nasceram ou quantas árvores deram frutos.

Olhemos para o nosso quintal, vejamos quão linda é a nuvem que vem vindo. Veja então, o amor chegou.

Texto em parceria com Guilherme Moreira Jr.

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Bárbara Fernandes
Sempre escrevi em diários, e guardava-os todos para mim. Até descobrir que existiam mais pessoas que precisavam ler. Então, aqui estamos!

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