Sobre a simplicidade dos mais belos encontros

Em um passeio pelo parque da cidade…

– Léo, estava pensando aqui comigo: como será que Deus escolhe as pessoas que vamos encontrar aqui embaixo?
– Ahaha, Lia, você é engraçada, sabia?
– E sério, visualiza comigo: somos milhões e cruzamos com tantas pessoas ao longo da vida, algumas ficam e outras vão embora. Algumas passam por alguns dias, outras chegam de mansinho e ainda tem aquelas que vêm feito ciclone, arrastando tudo pela nossa frente.
– É verdade, amiga. Acho que Deus escolhe aquelas pessoas que irão nos acrescentar algo ou nos ajudar na travessia da vida.
– Será que Deus escolhe uma por uma?
– Ah, ele deve ter seus ajudantes!
– Como será que ele escolheu a gente?
– Acho que deve ter pensado: essa menina precisa de um amigo bonito, charmoso, lindo e simpático em sua vida.
– Convencido!
– É sério! Além do mais, você nunca teria aprendido a andar de bicicleta não fosse eu.
– É mesmo! E você não teria se formado se eu não tivesse te perturbado tanto para continuar estudando.
– O fato é que a gente vem nesse mundo para encontrar as pessoas certas, Lia. Não existe momento errado para cruzar caminhos, pois cada relação tem sua razão de ser.
– Sim, por isso cruzamos com aquelas pessoas que irão fazer a diferença dos menores detalhes aos mais grandes feitos.
– Bonita frase!
– E aquelas que não nos acrescentam nada?
– Como você sabe que não acrescentam nada?
– Ora, o Mário, por exemplo, chegou na minha vida para me tirar do sério.
– Não, ele veio para te ensinar a exercer a paciência.
– Será?
– Todo mundo chega por alguma razão, cumpre sua missão e vai embora.
– O ir embora é a parte triste.
– Ciclos abrem e fecham o tempo todo, Lia.
– E o nosso ciclo, hein? Vai fechar quando?
– Ah, o nosso não vai fechar nunca.
– Como você sabe, Léo?
– Fiz um acordo com Deus!
– Que acordo?!
– Prometi que eu seguiria para sempre ao seu lado!
– A troco de que?
– De um sorvete de morango em uma cassata com muita calda de chocolate!

Em meio a gargalhadas e abraços seguiram o passeio em busca de uma sorveteria para pagar a promessa.

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Ju Farias
Não nasci poeta, nasci amor e, por ser assim, virei poeta. Gosto quando alguém se apropria do meu texto como se fosse seu. É como se um pedaço que é meu por direito coubesse perfeitamente no outro. Divido e compartilho sem economia. Não estou muito preocupada com meus créditos, eu quero saber mesmo é do que me arrepia. Eu só quero saber o que realmente importa: toquei alguém? É isso que eu vim fazer no mundo.



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