O grande (re) encontro

Um dia você descobre que verdadeiros encontros não acontecem quando você está com a sua melhor roupa na balada, pronta para ser notada.

Eles acontecem quando você é apenas você e está lá, no mesmo lugar que um outro alguém, ainda desconhecido, também está.

As melhores surpresas da vida acontecem numa ida a um lugar sem importância, em uma terça-feira antes da novela, durante uma música de três minutos e meio e você não tem que fazer nada de especial para isto.

Quando chega a sua hora, você, sem perceber, está no lugar certo, na hora certa, e nada impede que este encontro aconteça. Não importa quantas centenas de pessoas estejam ao redor – vocês se reconhecem.

O querer é tão natural – ele gosta do seu cabelo e você dos olhos dele – que parece não haver outra possibilidade: você permite, de coração e sem medo, que o encontro aconteça.

De alguma forma, você se sente pronta para tudo que está prestes a acontecer sem, de fato, ter se preparado para nada.

Não é só corpo, é alma. E desse momento em diante, as horas passam rápido, mas você não tem pressa. Você ocupa seus dias com encontros, mensagens, pensamentos, mas você está livre. Você se envolve cada vez mais na vida do outro, mas tudo é leveza.

Nada de jogos sentimentais. Você sabe o que quer e ele quer o mesmo que você. Não existem segredos, não tem mistério, não há o que esperar nem temer. Vocês estão juntos antes mesmo de entenderem como tudo aconteceu.

E é bom. E você finalmente percebe que desejou esse encontro por muito tempo, mas só quando parou de esperá-lo, ele aconteceu.

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Sabrina Davanzo
Redatora publicitária. Ama Clarice Lispector, filmes e séries (em um relacionamento sério com Netflix), músicas tristes, cachoeira, mar, chocolate, bolo, macarrão, livros, animais e, em especial, o Nino (um vira-lata).



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