Ela é Andressa

Ela, pequena dos olhos castanhos, apequenava seus olhares enquanto me fitava escrevendo sobre suas retinas-marrons-escuro. Andressa costuma me fotografar com aqueles olhinhos nipônicos ao esbanjar um sorriso de oito-ou-nove-graus-na-escala-ritcher. Sorriso bobo de quem se encontra perdidamente feliz. De longe ela me observa; mas quer ser observada também. Ela é um misto de calmaria e caos, mas diz que se eu souber escutá-la – mesmo sem pronunciar palavra alguma – serei o motivo de seus sorrisos esplendorosos.

Eu, que escrevo sobre todos os tipos de mulheres, agora me vejo obrigado a rabiscar apenas sobre aquela pequena dos olhos castanhos em meus papéis grafenos. Ela insiste em sorrir um sorriso que me balança mais do que qualquer abalo sísmico em dias de terremoto. Então ela senta no meu colo como quem quer um beijo apaixonado, um abraço apertado e um par de ouvidos atenciosos. Ela parece ter um coração à prova de bala e decepções quando põe àqueles caninos a mostra.

E eu fico entre o continuar-a-escrever-sobre-ela ou pedir-sua-mão-em-casamento-ali-mesmo.

Ela me consome, e eu abasteço-a. Somos combustíveis um do outro. Agora, sentada sobre meu colo repleta de múltiplas intenções, a minha mão esquerda conhece sua coxa direita e como numa dança, somos levados pela sintonia do amor – afinal, um bom relacionamento é jogado a dois. O vento sussurra em meus ouvidos fazendo com que meus batimentos cardíacos acelerem então eu não resisto e a proponho em casamento ali mesmo no chão. Ela sorrir – como uma criança ao ver o colorido do algodão doce – e aceita, mas diz que tenho que melhorar o pedido. E sorrimos juntos novamente.

E até hoje eu não sei dizer o que aquela pequena viu em mim. E se um dia souber o que eu disse pra roubar sua atenção, falarei todos os dias.

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Pedro Ficarelli
Me chamo Pedro Ficarelli, tenho 25 anos e curso Letras. Garoto bobo apaixonado pela escrita e pelos contos do Gabito Nunes. Pernambucano de Olinda, carismático com um quê de romântico. Escrevo por vida desde moleque tímido com um sonho, de uma dia, minha palavras chegarem a teus ouvidos e visitarem teu coração. Escrevo para pôr palavras onde a dor se faz insuportável. Seja bem-vindo ao meu mundo, o nosso, onde um pouquinho de mim, somado a um pouquinho de ti, torna-se bastante de nós.



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