Sobre comer, rezar e amar

Qual palavra te define? A única pessoa que pode mudar a sua vida é você mesmo. Pare de esperar que algo maravilhoso aconteça. A sorte vem para os que estão preparados e não para quem fica reclamando. Se tudo estiver mal, a única saída que você tem é continuar se esforçando. Se entregar certamente não lhe trará retorno. Uma mistura de cinema com recortes…

Estes dias estava assistindo novamente a este filme. Dizem que o livro é melhor ainda. Sempre é, afinal, sempre imaginamos do nosso jeitinho e tudo mais, né? Mas indo direto ao ponto: quantos de nós não queríamos ter a oportunidade de largar tudo para o alto e viajarmos sozinhos, afim de nos conhecermos melhor e resolvermos algumas questões particulares que parecem não estar se resolvendo, por mais que tentemos? Às vezes, a solução é mesmo mudar os ares, para que um novo ciclo de pensamentos se inicie e enfim, saiamos da tortura psicológica a que estamos acostumados.

Estudos dizem que temos, em média, 60 mil pensamentos por dia e que a maioria deles se repetem. Ou seja, qualquer angústia que temos, vai ficar se repetindo se não buscarmos criar novos caminhos. Além disso, tem aquela história de que nossos cérebros se viciam em certas substâncias e que, se ficamos muito deprimidos, o cérebro passa a entender que isso é o normal. Sendo assim, temos que acostumá-lo, novamente, a ter alegria frequentemente.

Quando somos crianças, tudo passa mais rápido, mas aí vem a vida adulta e aparecem os medos, as incertezas, os sofrimentos, as angústias, as reprovações, os riscos… Se pensarmos bem, ser adulto é um desgaste, afinal, nossas vidas estão em nossas mãos…

Pensem se não é a coisa mais gostosa do mundo alguém dizer: o almoço está pronto. Ou chegar em casa e sentir aquele cheirinho de casa limpa, com tudo no lugar… A questão aqui não é ter uma empregada, mas o conforto de ter alguém cuidando da gente… Alguém organizando tudo… Ah, que gostoso… metade dos meus problemas sumiriam se eu tivesse mamãe por perto… E tantos outros surgiriam também, como: acorda, faz isso, faz aquilo!

Enfim gente… A vida adulta pode ter seus problemas, mas a liberdade que podemos ter ao sermos donos dos nossos narizes compensa todos esses problemas… O que precisamos, é saber nos levantarmos. Ninguém disse que amadurecer seria fácil… e não estou me referindo apenas a pessoas em início da vida adulta, mas a todos nós, afinal, estamos em constante aprendizado… Acredito que a maturidade venha de experiências e que podemos, portanto, sermos maduros para umas coisas ao mesmo tempo em que reagiremos feito crianças mimadas para outras coisas…

Passa a ser, portanto, indispensável buscarmos equilibrar nosso lado espiritual quando estamos nas crises da vida adulta, pois é aqui que aprendemos a enfrentar monstrinhos que estão dentro de nós e que, muitas vezes, nem sabíamos que estavam alí… Exemplo: Insegurança. Esse monstro nunca vai te assombrar tanto quanto na vida adulta, pode acreditar. São provações todos os dias, muito piores do que provinhas de colégio ou de faculdade.

E temos que saber lidar… temos que enfrentar uma hora ou outra.

Já o amor… ah, o amor… rejeição…. Acreditem, é mentira que cada vez dói menos. Eu digo que cada vez dóis mais… Sabem porquê? Porque vamos ficando criteriosos, nosso ciclo de aceitação vai ficando pequeno, e passa a ser cada vez menos o número de pessoas com quem estaríamos dispostos e nos relacionarmos… Sendo assim, um pé na bunda a mais, mais esforço para encontrar alguém que valha à pena e que não vai nos fazer repetirmos o erro…

Mas voltando… a vida é uma balança onde temos que nos equilibrar… e cada vez com mais coisas nas mãos… e o equilíbrio vai ficando difícil, até que um dia, assim espero, saibamos todas as manhas de equilibrarmos os pesinhos…

E o filme comer, rezar e amar, mostra muito bem essa busca pelo autoconhecimento e pela renovação a partir da compreensão de caminhos que tomamos e vimos que estavam errados.

Achei muito interessante quando Julia está na Itália e seus amigos perguntam: “Que palavra te define?” E ela responde: “Escritora.” E eles retrucam: “Mas isso é o que você faz e não o que você é”

E vocês? Que palavras os definem?

Vamos em busca de nós mesmos e vamos fugir dos pensamentos destrutivos? A auto-sabotagem nos faz perdermos grandes oportunidades de nossas vidas, que não podem esperar o amanhã.

O mundo não vai parar para você resolver os seus problemas.

Mude o ciclo, quebre a corrente, mude, reinvente, renasça. Todos os dias. O comodismo precede o desequilíbrio. As pessoas podem te mostrar o caminho, mas só quem pode andar é você. Faça a sua parte com vontade. Não muda quem não quer. Pare de se dar desculpas e seja o protagonista da sua vida. Já.

No todo, vale à pena ver o filme, a quem ainda não viu. O ótimo papel desempenhado pela protagonista reflete muito bem o desconforto que sentimos ao tentarmos nos descobrir mais. Entregue-se aos prazeres que a sociedade reprime e se descubra! Voilá!

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Domie Lennon
Nasceu em Petrópolis-RJ, mestranda e graduada em Relações Internacionais pela Universidade do Brasil! Tem interesse em tudo que se pode imaginar, até química, física, logaritmo e quadrantes. Sempre adorou escrever e coleciona caixas de textos que escreve desde a infância. Seja sobre poesia da vida cotidiana ou sobre assuntos políticos, filosóficos, antropólogos, científicos, sua vida é de uma forma ou de outra ligada à tentativa de olhar o mundo com mais profundidade do que a correria da rotina nos permite. Nada lhe escapa, dos assuntos cotidianos às condições políticas que acontecem ao redor. O que varia é o horário, a inclinação do olhar ou da cabeça também... Quer falar todas as línguas do mundo... ou quase. Quieta de vez em muito, nada como a introspecção para refletir a vida um pouquinho. Mas também pode fingir ser a pessoa mais extrovertida do mundo se quiser. E engana bem. Da personalidade mais rara do mundo, INFJ com muito prazer!



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