Obrigado por não partir

Dói um pouco, sabe? Te ver com outro alguém, ver que eu não sou cara nas suas fotos, ver que você não se apegou a mim como eu me apeguei a você, a cada parte minúscula de você. Desde seu sorriso bobo até os motivos que faziam ele aparecer. Aperta de leve meu coração não ser o cara de quem você fala com prováveis olhos brilhantes e paixão no tom de voz. Dói, mas não me destrói.

Não me destrói porque, diferente dos outros, você não brincou comigo, nunca me enganou com palavras doces, sempre foi real sobre tudo. Talvez tenha sido isso que mais me encantou e, acima de tudo, você fazia e ainda faz uma das coisas que mais ganha meu coração. Você fala.

Fala sobre filmes, sobre assuntos banais e sobre amores falidos. Não há, até hoje, uma de nossas raras conversas em que eu tenha saído sem dar uma risada forte ou um sorriso mais aberto. A gente riu até quando eu disse que te odiava por várias vezes seguidas sem a menor convicção, é claro. Não podemos ter convicção em algo que não sentimos.

Agradeço nossa curta história, afinal só deu tempo para sorrimos e criarmos boas lembranças. Essa dorzinha é só uma saudade que insiste em aparecer, mas sei que uma hora ou outra você surge para me fazer sorrir com qualquer besteira. E que teu sorriso bobo nunca se apague, assim como o meu nunca se apaga quando está perto de você.

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Gabriel Bernardi
"Estudante de Rádio, Tv e Internet, Cinema e amante da arte de se expressar por palavras. Canceriano, ascendente em Libra, acredita que o amor muda a forma que vemos o mundo e como levamos nossa vida. Livros sempre foram seus melhores professores, nos trilhos de trem e metrô aprendeu muito sobre pessoas. Considera um prazer escrever pra si mesmo e agora uma honra ser lido por você."



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