O protagonista faz o espetáculo da vida

Gratidão é uma das palavras mais importantes do mundo. Você tem agradecido ultimamente ou mais reclamado do que qualquer outra coisa? Eu faço esse exercício de análise vez ou outra, pois sei que a gente esquece de agradecer e até mesmo os momentos ruins acontecem por algum motivo.

Candinho dizia: “tudo que acontece na vida é para melhorar”. E é mesmo! Sabe, até pode parecer que não, mas é. Nada acontece por acaso nessa vida, vocês acreditam nisso? Os momentos bons vêm por merecimento, seja a realização de um sonho ou simplesmente uma tarde incrível com seus melhores amigos.

Os nem tão bons são chances que o universo nos concede para que tenhamos a oportunidade de aprender e evoluir ou, simplesmente, para que a gente se movimente. Como assim? Simples! Somos um tanto quanto acomodados dentro de certas situações, não somos? O emprego fixo que dá a garantia do salário no final do mês, o relacionamento que já está mais para lá do que para cá, porém, quem gosta de ficar sozinho? E a preguiça de começar algo novo? Não é assim?

É assim, sim! E tem muitos outros exemplos de como permitimos que certos cenários persistam porque temos medo de arriscar uma mudança. Seja a amizade que já desgastou, o amor da sua vida que foi deixado de lado, seu filho que pede atenção e muito mais. As reviravoltas acontecem na vida quando a única forma de acordarmos para ela é com um chacoalhão. Quem nunca? A primeira reação é sempre negativa: “Por que isso está acontecendo comigo? ”

Ora, porque sim! Ora, porque é necessário! Ora, porque você merece! Quando partimos desse pressuposto fica mais fácil compreender o porquê das coisas e aceitar que tudo tem uma razão de ser. Se eu aceito, entendo o recado e agradeço, eu mudo o que pede movimento urgente.

Ninguém quer uma vida morna, onde a água do mar é sempre do mesmo jeito. As mudanças são incrivelmente positivas quando sabemos para que viemos ao mundo, onde nos encaixamos agora e o que devemos deixar para lá. O cenário da sua vida é criado por você, portanto, também é modificado por você. Quem escreve a peça? Quem dirige? Você vive o mesmo texto sempre? Não modifica o figurino? O par romântico? O enredo? Que chata é a sua peça se você não muda a obra.

Sua história é a mais bonita de todos os tempos e é assim que tem que ser para você. Para você, entende? Esquece o cara da plateia, ok? Deixa ele lá observando tudo, criticando, dando pitaco, tudo bem. Ele não tem poder de mudar seu cenário, muito embora possa tentar substituir o sol pela tempestade. Tem gente que vive disso, de escrever a peça do outro.

Mas você, meu amigo, é o maior autor do mundo e sua história é destaque no Teatro Nacional. Ou você ainda está esperando que Shakespeare volte para escrever suas cenas? Casa lotada ou não, dê o melhor de si e saia de cena certo de que foi a sua melhor performance. Afinal de contas, quem é que manda nesse negócio aqui?

É você quem dá o sinal para que as cortinas se abram. A peça é sua e o protagonista está aí bem em frente ao espelho. De nada adianta viver para ser coadjuvante, você concorda comigo? Sobe no palco e avisa todo mundo quem é o autor da sua história ao maior estilo “the Oscar goes to…”

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Ju Farias
Não nasci poeta, nasci amor e, por ser assim, virei poeta. Gosto quando alguém se apropria do meu texto como se fosse seu. É como se um pedaço que é meu por direito coubesse perfeitamente no outro. Divido e compartilho sem economia. Não estou muito preocupada com meus créditos, eu quero saber mesmo é do que me arrepia. Eu só quero saber o que realmente importa: toquei alguém? É isso que eu vim fazer no mundo.



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