Não sei você

Não sei você, mas eu leio Gabito, Pablo Neruda, Martha Medeiros, cuido da casa, trabalho em mil projetos ao mesmo tempo, escrevo meus direitos e desejos em cadernos para lembrar que de ilusão também se vive. Canto sem melodia e degusto a esperança de ninguém me fazer interrogatórios.

Inscrevo-me, dando uma importância danada nos pormenores dos relacionamentos. Faço figa para a sorte não me abandonar e vivo entre o extremo da loucura que me permite sonhar e a realidade que ajuda realizar.

Talvez você não me entenda. Não faz mal, nem eu mesma consigo compreender e até onde fui , transcrevi apenas algumas interpretações das fases que vivi, o restante eu vou levando. No mais eu tenho uma profunda devoção a tudo aquilo que me faz bem e nessa eu até acredito em alguns anjos, energia abençoada da natureza e no sagrado de todo humano. E nunca, nunca mesmo fechei a edição dos meus conhecimentos sobre o amor. Esse é o advento pelo qual tenho maior admiração, mesmo sabendo que ele anda demorando demais aparecer por aqui. Não quero viver desacreditando em algo tão bom, mesmo ele sendo hóspede passageiro no meu coração.

Confesso que busco muitas coisas e acho saudável esse projeto. Todavia meu foco maior é pela sobrevivência de atos felizes. Nem que seja para conservá-los na memória. Não sei sobre você, mas eu tenho uma coleção ideias e a maioria delas sem serventia. Tenho também uma safra de metas anotadas em um caderninho que esperam o dia seguinte para acontecer.

Frequentemente divago, faço estorvo na minha paciência que é sempre apressada. Nessa aventura diária insinuo para a minha civilidade embora eu permaneça guardada em minha solidão.

Sigo assim e não aceito a dureza e a escassez embora quase tudo que sonhei ainda não encontrou tempo para acontecer. Sinceramente apego-me ao contraponto da realidade afirmando que o amor é contravenção, loucura, tarja preta para realizar sonhos e a vida é apenas um aviso prévio, insinuando que a felicidade tem que ser pra hoje.

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Ita Portugal
Maranhense, pedagoga e insistente para que suas palavras tomem o rumo da vida e façam arruaças afora como sinal de esperança, alegria e amor.



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