Não é rebeldia, é autenticidade

Não fomos treinados para ser quem somos e seguir o que sentimos. Muito pelo contrário, fomos treinados a agradar o outro e abafar nossas vontades. Seguimos hoje na constante busca do “fora da caixa”, que é a busca por nossa autenticidade. Não é questão de estalar os dedos, é construção diária. E requer trabalho.

Seguir o que faz sentido para nós, expor nossa opinião e gostos, mesmo sendo diferente do resto das pessoas, causa frio na barriga, por vezes. Aquele velho medo de desagradar. Mas que com o tempo a gente começa a se libertar, porque percebemos que sendo verdadeiros, atraímos pessoas também verdadeiras. E deixamos claro para o Universo o que realmente queremos e não queremos em nossa vida.

Ser autêntico não assusta só a nós mesmos, mas os que nos cercam talvez até mais. Porque paramos de ser quem as pessoas gostariam que fôssemos para ser quem realmente somos. E aí é que por vezes gera confusão: Nós, os autênticos e os que estão treinando para isso, somos confundidos com rebeldes sem causa.

Desde que me conheço por gente ouvia meus pais dizerem: “Você é sempre do contra“. E quando era pequena ficava para morrer com isso. Hoje eu sei que eu colocava a minha verdadeira opinião e vontade no que fazia, por isso parecia ser do contra aos que não o faziam.

Autenticidade para algumas pessoas é sinônimo de perigo. Porque a gente não gosta de gaiola e voamos fácil, mas sabemos voltar também. Quando sentimos que assim temos que fazer. Acho que existe um contato maior com a essência desse lado de fora da caixa. Existe um ar mais puro. Não é revolta, é a constante busca pela liberdade de ser quem somos. Gostar de quem quisermos. Ouvir as músicas que queremos. E por tanto, também amar profundamente as pessoas, com verdade e não com troca de favores. De se você me agradar, eu também te agrado. É também saber aceitar que por vezes, do mesmo jeito que criam expectativas conosco, também criamos vez ou outro com os outros. Faz parte do Pacote Fora da Caixa. E está tudo bem, estamos todos aprendendo e nos conhecendo mais a cada dia.

Eu não uso mais salto agulha porque não me sinto confortável. Ainda me sinto super bem de all star. No melhor estilo adolescente de ser. Porque sim, porque eu quero. Ser não requer explicações.

Voar pode ser assustador, mas as asas apreciam e crescem mais a cada voo.

“Optar pela autenticidade não é uma escolha fácil. E.E. Cummings escreveu: ‘Ser ninguém-a-não-ser-você-mesmo em um mundo que faz o possível, noite e dia, para fazer de você qualquer um, menos você mesmo, significa travar uma das batalhas mais duras que qualquer ser humano já travou, e nunca parar de lutar.’ ‘Permanecer real.’ é uma das batalhas mais corajosas que iremos lutar.” Trecho de Brené Brown

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Meire Oliveira
Meire Oliveira é Escritora, Poeta e Coach de transformação. Amante das estrelas e das estradas. Autora dos livros Pintando Borboletas e Vai Com Fé que Flui. Conjuga o verbo escrever com vários outros juntos: ama, sente, vê. Por isso nasce e renasce em palavras que palpitam nela.



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