Estar solteiro não é o fim do mundo

Quando o dia dos namorados se aproxima as pessoas se desesperam para encontrar alguém. Não duvido de que existam empresas especializadas em oferecer namorados de aluguel por um ou dois dias. Pensando bem, se não existir vou tratar de montar esse esquema para o próximo ano. “Alugue já o seu namorado e não passe vergonha no almoço em família”. Talvez eu invista um bocado e inclua pacotes para as festas de fim de ano. Por uma pequena quantia será possível escapar à pergunta maldosa das tias sobre onde está o namoradinho.

As pessoas estão com a ideia equivocada de que estar solteiro é o fim do mundo. Na verdade, precisam mostrar para a sociedade que não estão largadas, que estão felizes e muito bem acompanhadas. Sonham em finalmente poder mudar o status do Facebook e postar fotos de casal na linha do tempo. Transparecer uma felicidade que não passa de fachada. Maquiagem para a alma. O pior de tudo é que essas pessoas não estão sendo sinceras nem com elas mesmas. Se enganam.

Que me perdoem os apaixonados, os que encontraram repouso num abraço caloroso e se entregaram de cabeça a um amor louco, mas estar solteiro tem lá as suas vantagens. E é possível ser feliz assim, sem compromisso. Sem a rigidez de um relacionamento. Pelo menos é bem melhor do que viver uma mentira, uma história sem fundamento e que não durará até o próximo dia dos namorados. Talvez acabe na próxima semana. E, se for um desses namoros de aluguel, pode ser que acabe hoje mesmo.

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Valter Junior
Amante de café, boas ideias e mulheres de atitude. Adora conhecer pessoas, filmes e músicas novas. Fundador do Puta Letra. Pai de um livro, esperando o segundo bebê.



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