Não te preocupes com quem se ocupa em maldizer-te. O carma é dele, não é teu

Te avexe, não. Agorinha mesmo, enquanto tu dás de comer a teu espírito operário, um canalha qualquer está maldizendo tua vida em tuas costas. Não há o que fazer. Ele vai continuar sua marcha mesquinha para trás, para baixo. É um escroto, um verme, uma alma penada, um encosto. Não te preocupes. Respira, prossegue. O carma é dele, não é teu.

Patifes que se reproduzem feito as baratas, no escuro do esgoto, por baixo, é para lá que tentam arrastar desesperados tudo aquilo e todo aquele sobre os quais pousam seus olhos gordos e azedos de mosca varejeira. Porque são pobres criaturas afeitas a rebaixar e destruir o que tu constróis aqui, sob o calor do sol, com a Graça de Deus e todo o tempo que tens.

Os subreptícios jamais enxergam a si mesmos, viram o rosto, tapam os olhos para não ver sua própria miséria. Seu olhar viciado está fixado na labuta alheia. É contra ela que os pulhas disparam suas metralhadoras de ódio e cuspe. Porque veem o outro como ameaça, são incapazes de “viver e deixar viver”. Preferem destruir o que seu olhar estrábico enxerga como concorrência injusta. Disparam para cima, nivelam por baixo.

Aos escroques, tudo é motivo para amaldiçoar o outro. Ousa tu encerrares um relacionamento amoroso falido e serás transformado em “falso”, “cafajeste”, “psicopata”. Demite um funcionário mal intencionado e incompetente e serás julgado “explorador”. Afasta uma fruta podre e malcheirosa da caixa e serás um “antidemocrático”, um medonho vilão inimigo dos bonzinhos. Não adianta. Tudo o que fizeres será considerado maldade pela corja dos que se julgam perfeitos.

Pobres minhocas de chifres. Sua covardia patética as impede de mostrar a verdadeira face, por isso se escondem no rosnar das matilhas, avançam em grupo, atacam em bando. Não têm amigos, têm cupinchas com quem se reúnem para zangar e falar mal dos outros. Insistem em confundir os seres que têm amor com capachos que tudo devem aceitar, do contrário serão perseguidos como odiosos escravos fujões. Teimam em classificar os seres livres como malditos arrogantes. Essa é a lógica das mulas: o inimigo é sempre o outro.

Quando tu fores “o outro”, não te preocupes. Encosta teu joelho no chão e te ocupa em agradecer a teu Anjo da Guarda. Vão dizer que teu amor é mentira, que tua fé é falsa, que teu jeito de trabalhar é ditatorial. É o preço que pagarás por não mentir quanto a teu jeito de ser e fazer aquilo em que acreditas.

Que falem o que quiserem. Que xinguem, gritem, acusem, julguem, esperneiem. Importa a ti é a tua consciência. Eleva-a para além do subsolo dos cretinos. Limpa-a na água corrente do trabalho honesto, do empenho justo, do caráter firme. Passa ao largo das bestas e vai. Vai em frente. Deixa que falem. O carma é deles, não é teu. Vai em teu caminho no movimento santo das águas. Porque essas, ahh… essas a lama dos bandidos não há de alcançar jamais. Jamais.

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André J. Gomes
Jornalista de formação, publicitário de ofício, professor por desafio e escritor por amor à causa.



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