E esse medo de se apegar?

Fala pra mim menina, qual o teu medo? Fala pra mim porque tantos muros e barreiras?

Eu sei a gente cansa de acreditar que vai ser “diferente”. Eu sei a gente cansa de ouvir histórias de amor e nunca conseguir viver uma. Eu sei ainda doí lembrar dele e de tudo o que te fez.

Eu sei você está se achando uma tonta por ter acreditado uma, duas, três vezes nas mesmas mentiras e de ter se deixado enganar por tanto tempo. Eu sei, a gente cansa de dobrar os joelhos e pedir a Deus todas as noites pra que essas feridas cicatrizem. A gente cansa de segurar o choro quando vê uma foto, cansa de tentar parecer bem, cansa de ser forte o tempo todo.

Eu sei da vontade de largar tudo, eu sei o desespero sempre bate quando estamos sós e a angustia faz morada em nosso coração. É um sentimento que nos esmaga, prende, imobiliza.

Mas deixa eu falar, esquece o que ele fez, esquece o que ele foi e se lembre mais do que você fez, do que você foi e do que continua sendo: Uma grande mulher, menina.

Para agora de se achar problema, para agora de tentar buscar explicações pra tudo o que aconteceu, de relembrar cada detalhe da história na ânsia de encontrar respostas. Para agora de desacreditar do amor e de achar que essa história de romance é uma grande bobagem. Bobagem é perder a fé em algo tão bonito e puro por conta de alguém que não soube amar.

Vai lá, veste tua melhor roupa que é a tua alma bonita. Vai lá se despida dessa maquiagem carregada que é a tua mágoa. Vai lá deixa esses acessórios em cima da mesa que é o teu medo. Pega a coragem que está guardada e não esquece a tua fé. Agora pode ir. Agora vai assim, sem muros, sem barreiras, construa pontes. Alicerce sua fé em Deus e não questione quando Ele disser não. Tenha paciência quando Ele te pedir pra esperar.

E agora eu te pergunto qual o seu medo? Qual a sua ferida mesmo? Eu duvido que ela é maior do que aquele que É o amor, do que Aquele que é a definição mais pura do que é amar.

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Thamilly Rozendo
Estudante de psicologia, apaixonada por artes, música e poesia. Não dispensa um sorvete e adora um pastel de feira com muito requeijão, mesmo sendo intolerante a lactose. Tem pavor de borboletas, principalmente as no estômago.



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