4 Erros que paralisam sua vida para abandonar agora mesmo

Por Isadora Tabordes – via Vida em Equilíbrio

Talvez você nunca tenha percebido, mas o poder da mente é capaz de fazer milagres em sua vida. A maneira como você pensa pode te elevar infinitamente, mas também te destruir.

Para você ter uma ideia do que ela é capaz, podemos dizer que ela pode aumentar sua confiança, diminuir compulsões alimentares e mudar o modo como seu corpo reage a determinadas situações. No entanto, ela também pode te aprisionar em erros extremamente perigosos. A verdade é que a sua mente é mais eficiente do que qualquer penitenciária de segurança máxima. Mais aprisionadora do que qualquer objeto imobilizador.

O problema é que, infelizmente, muitos a consideram inexistente por se tratar de um fruto da natureza filosófica e subjetiva da mente humana.

Pensando na importância de conhecermos nossas limitações para melhorá-las, listarei aqui 4 tipos de prisões que podem estar te aprisionando sem você perceber.

1. A armadilha da auto-sabotagem

Quantas pessoas legais você conhece e que se sabotam? Você mesmo, que lê esse artigo, reflita se consegue ser seu aliado em cada uma das suas decisões. Você é amigo de si mesmo? Ou tem alguma auto sabotagem em andamento?

É importante você questionar a amizade que possui com seu espelho, afinal quanto mais consciente das suas sabotagens, mais força você pode ter para mudar. A baixa autoestima tende a fazer com que sempre nos achemos menos capazes do que os outros. E essa imagem depreciativa que fazemos de nós mesmos tende a nos paralisar frente aos desafios e oportunidades. É necessário ter coragem para olhar dentro de si mesmo e calar todas as desculpas “automáticas” que surgem em nossa mente. Neste caso, é importante que você saiba que a auto sabotagem pode ser curada. Especialmente quando você esta disposto a lidar com ela.

2. Comodismo

“Fazer uma mudança radical em seu estilo de vida e começar a fazer as coisas com coragem que você pode nunca ter pensado em fazer, ou foi muito hesitante para tentar. Assim, muitas pessoas vivem dentro de circunstâncias infelizes e ainda não vai tomar a iniciativa de mudar sua situação porque está condicionada a uma vida de segurança, conformidade, e conservação, as quais podem aparecer para dar uma paz de espírito, mas na realidade nada é mais prejudicial para o espírito aventureiro dentro de um homem que um futuro seguro. O núcleo básico de espírito de um homem vivo é a sua paixão pela aventura. A alegria da vida vem de nossos encontros com novas experiências e, portanto, não há maior alegria do que ter um horizonte sem fim alterando, para cada dia para ter um sol novo e diferente. Se você deseja obter mais da vida, você deve perder a sua inclinação para a segurança monótona e adotar um estilo de atabalhoadamente de vida que a princípio parece que você seja louco. Mas uma vez que você se acostumar com uma vida que você vai ver o seu sentido pleno e sua beleza incrível.” – Into the Wild

Frequentemente uso esse trecho do livro para falar em comodismo, pois essa parte, em específico, me parece libertadora.

Geralmente quando vivemos cercados por muita proteção e somos impedidos de correr riscos, tendemos a nos acostumar com essa falsa sensação de segurança. Isso distorce em nós a capacidade de experimentar o novo, o belo, o desconhecido. Por alguma razão, sentimos que nada vale a pena. Repetimos constantemente aquele dito popular: “Melhor um pássaro na mão do que dois voando”, só que com isso, perdemos um lindo show de pássaros nos ensinando o que é liberdade de verdade.

O comodismo transforma nosso mundo interior numa imensa prisão. Não ousamos sequer pensar em atravessar as fronteiras da nossa razão sob a justificativa do medo. A zona de conforto entorpece a mente, e ficamos desorientados sempre que algo pede um pouco mais de nós.

Não desperdice sua vida, porque, é como dizem: “o tempo que passou não volta mais”.

3. Busca por aceitação

A busca por aceitação, infelizmente, é uma das maiores obsessões do nosso século. A cultura do status está em alta, e se você não estiver lá mostrando seus potenciais, sua popularidade, então você provavelmente irá começar a se sentir alheio ao seu grupo de convivência.

Infelizmente, muitas são as pessoas dispostas a negar tudo o que são para que as vontades de terceiros, quartos, quintos, sejam satisfeitas. Pensar e ter vontade própria – se for diferente da maioria – é quase um crime. No entanto, aderir um estilo de vida para impressionar os outros não só aprisiona, como limita sua capacidade cognitiva, sua criatividade e sua autonomia diante das dificuldades. Travar essa luta interior todos os dias para silenciar a própria natureza pode comprometer a saúde mental de qualquer um.

Não se permita algemar. Se as pessoas não gostam de você pelo seu jeito, sua roupa, seus costumes e seus gostos, isso não é um problema seu. Repito: O problema não está em você! Não permita que te façam acreditar nesse absurdo.

Jamais abra mão do direito de ser você mesmo. Viver para agradar aos outros custa caro, e é um preço que só se paga abrindo mão da própria vida.

4. Convicções religiosas inflexíveis

Toda convicção tende a ser perigosa, principalmente a religiosa, pois com ela, você corre um grande risco de se tornar uma pessoa inflexível. Tal inflexibilidade gerada pela pretensão de ser detentor de uma verdade, que ao ver dos fiéis, é incontestável, mostra o principal ponto negativo de ter certeza.

Nesse caso, é bem verdade que o problema não é a convicção em si, mas essa inflexibilidade e esse fanatismo que induzem à condenação dos diferentes a um determinado castigo divino, simplesmente por não compartilharem do mesmo pensamento. Ter esse tipo de comportamento bloqueia completamente a mente para novos conhecimentos, te deixa limitado para lições simples que você poderia observar e aprender com as pessoas que pensam diferente de você. Por favor, dê uma afrouxada nos cintos da religião, pois certamente você perceberá que toda essa rigidez não tem valor algum.

Artigo publicado originalmente por João Carlos em Caminhos, adaptado por Vida em Equilíbrio.

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