Ou soma, ou some

Existem pessoas que nos roubam.

Roubam sem perceber nossos olhares, nossos sorrisos e nossos sentidos.

Roubam às vezes, inconscientemente, nossos planos, nossos pensamentos, nossos desejos, nossos dias, horários e nossa agenda completa. E assim, nos tornamos reféns de um sequestro que por muitas vezes, só damos conta, quando já estamos presos e amarrados. Não existem mais chaves para a libertação e nem temos como nos desprender, é tarde demais. Entramos em um estado de inconsciência sentimental, onde perdemos o controle dos nossos corações. A partir daí, as atitudes começam a ser emocionais.

As razões, bom, as razões foram furtadas lá no começo. Se lembra?

Agora pronto, você está em um caminho sem volta, você está apaixonada e talvez, não vai ter controle o suficiente para fugir disso. Com ou sem vigilância, você está sob cárcere privado de um coração que não te pertence mais. Vamos facilitar essa negociação: Se entrega, se valer a pena. Mas não se perca, se mesmo amarrada e sem controle, você ainda sentir solidão e carência. Ao contrário do que podemos imaginar, nem todos os seqüestradores de corações indefesos, seguem os padrões acima. Alguns deles, não roubam, mas devolvem covardemente os corações.

Mesmo que estejamos prontos para uma entrega, para darmos o nosso melhor para alguém, eles simplesmente nos devolvem, devolvem o melhor que podemos ser. Devolvem os nossos sentimentos, e toda aquela bagagem completa de sentimentos e sensações que temos dentro de nós. Devolvem sem pensar duas vezes, aliás, sem nem pensar, devolvem sem dó. E acho melhor desse jeito, porque dó é um sentimento muito vago, cabe somente a uma pessoa fria capaz de devolver brutalmente um coração. Incrível como mesmo sem percebermos, estamos sempre escolhendo os nossos caminhos.

Temos passe livre para somar ou sumir da vida de alguém, mas deixar alguém com o coração ferido sem dar nenhuma assistência, isso sim é homicídio doloso.

Com pena máxima, se tornando refém da sua própria consciência.

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Jéssica Pellegrini
Nunca confie em uma escritora confusa e romântica. As controversas entre um texto de amor e outro de desilusão, podem causar questionamentos pessoais. Consequentemente, sequelas mais graves.



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