5 filmes com trilhas sonoras extremamente lindas – Fabíola Simões

Acredito que grande parte da beleza de um filme esteja por conta de sua trilha sonora. Alguns filmes, extremamente lindos e sensíveis, contam com trilhas sonoras com os mesmos adjetivos, capazes de nos emocionar por completo.

Adoro filmes emotivos, e esta seleção passou por meus critérios no quesito emoção, beleza e sensibilidade. Espero que gostem, e se tiverem algo a acrescentar, deixem nos comentários!

1- “Cinema Paradiso”

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A trilha, elaborada por Ennio Morricone para o filme “Cinema Paradiso”, de Giuseppe Tornatore, complementa as cenas e é um elemento de extrema importância ao ressaltar a nostalgia e emoção do filme. Impossível não se comover com a história de Salvatore, o Totó, um garoto pobre e órfão de pai que vive com a mãe a irmã na pequena cidade de Giancaldo na Itália, e sua amizade com o projecionista Alfredo. Ao longo do filme, a música nos reconecta com nossas emoções, e saímos das salas de cinema modificados.

 

2 – “Bonequinha de luxo”

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A primeira comédia romântica dos cinemas apresenta a personagem Holly Golightly (Audrey Hepburn) uma garota de programa nova-iorquina que está decidida a casar-se com um milionário. Perdida entre a inocência, ambição e futilidade, ela toma seus cafés da manhã em frente à famosa joalheria Tiffany`s, na intenção de fugir dos problemas. Seus planos mudam quando conhece Paul Varjak (George Peppard), um jovem escritor bancado pela amante que se torna seu vizinho, com quem se envolve. Apesar do interesse em Paul, Holly reluta em se entregar a um amor que contraria seus objetivos de tornar-se rica.

Em uma das mais belas cenas do filme Audrey Hepburn aparece cantando e tocando no violão a balada Moonriver assista:

 

 

3 – “Forrest Gump”

Forrest-Gump-1994-Wallpaper-5“A vida é como uma caixa de chocolates, você nunca sabe o que vai encontrar” (Uma das filosofias de vida de Forrest Gump, personagem de Tom Hanks).

Um dos filmes mais queridos da história do cinema, Forrest Gump – O Contador de Histórias é mais do que uma fábula sobre as pequenas coisas da vida (amor, amizade, conquistas, existência, lugar no mundo etc.), é uma bela história sobre encontrar seu lugar no mundo, sem fazer disso uma obsessão, mas sim uma jornada de aprendizado. O tom fabulístico empregado por Robert Zemeckis (trilogia De Volta para o Futuro) faz com que o enredo fantástico do filme torne-se mais crível para as plateias, contudo o conteúdo existencial mostra-se presente, mesmo que adaptado para compor a visão de Forrest a alguns dos principais eventos históricos dos Estados Unidos nas décadas de 1960, 1970 e 1980. Realizado com apuro para conquistar as plateias de todas as idades – não à toa o filme se sagrou como um estrondoso sucesso de bilheteria -, Forrest Gump é um dos filmes que reverenciava quando criança que continua a exercer magia similar à época da primeira conferida, devido a uma conjunção de elementos que fazem deste o feel good movie da década de 1990.

 

A trilha sonora é doce e sensível, como todo o filme:

 

4- “O mágico de Óz” (Over the Rainbow)

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Há 77 anos, o filme ‘O Mágico de Oz’ era lançado nos Estados Unidos.
O clássico foi um dos primeiros filmes produzidos em technicolor e ganhou dois prêmios Oscar: melhor trilha sonora e melhor música por ‘Over the Rainbow’. A música foi interpretada por Judy Garland e composta por E.Y. Harburg (letra) e Harold Arlen (melodia)

“Over the Rainbow” é daquelas músicas eternas, uma das mais belas e mais populares já compostas para o cinema.

 

 

5- “Era uma vez na América”

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Não à toa deixei este filme para o final. É meu filme preferido de todos os tempos, e apesar de longo (quase 4 horas de duração), não me canso de assisti-lo e de me emocionar.

O filme, dirigido por Sergio Leone, estreou em 1984 e conta no elenco com nomes como Robert de Niro, James Woods, Elizabeth McGovern e Jennifer Connelly (que ainda era uma criança quando interpretou Deborah).

De Niro é David Aaronson, apelidado de Noodles. É o cara quieto da turma, pé no chão, mas capaz de atos de extrema violência. Já Woods é Maximilian Bercovicz, vulgo Max, o esquentadinho com sonhos de grandeza. Ao longo do filme, acompanhamos as idas e vindas dos dois durante três gerações, na adolescência, na vida adulta e na velhice.

O roteiro é não-linear e são essas “quebras” na história, ora no passado, ora no presente, que não tornam o filme tão cansativo. Em um momento vemos o velho e amargo Noodles retirando uma placa de uma parede em uma despensa, para, no instante seguinte, observamos o pequeno Noodles espiando uma bela garota (Deborah) pelo buraco do mesmo ambiente.

E é durante as quatro horas de filme que descobrimos as motivações, arrependimentos e amarguras destes dois amigos, cuja relação só é inteiramente desvendada nos instantes finais de projeção.

A trilha de “Era Uma Vez na América” foi composta por Ennio Morricone, antigo colaborador de Sergio Leone. Em virtude da longa produção, muitas músicas foram compostas antes das cenas serem gravadas.

“Deborah’s Theme” havia sido escrita nos anos 70, sendo rejeitada, naquela época. Morricone apresentou a peça a Leone. Leone inicialmente relutou por considerá-la parecida com o tema principal de “Era Uma Vez no Oeste”.

A melodia é delicada e comovente. Ao escutá-la, nos sentimos no lugar do personagem principal, interpretado por De Niro, e nos comovemos com a passagem do tempo e a descoberta de que podíamos ter feito “mais”. É lindo, melancólico e envolvente…

LINDO, LINDO, LINDO!!!!

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Fabíola Simões
Nasceu no sul de Minas, onde cresceu e aprendeu a se conhecer através da escrita. Formada em Odontologia, atualmente vive em Campinas com o marido e o filho. Dentista, mãe e também blogueira, divide seu tempo entre trabalhar num Centro de Saúde, andar de skate com Bernardo, tomar vinho com Luiz, bater papo com sua mãe e, entre um café e outro, escrever no blog. Em 2015 publicou seu primeiro livro: "A Soma de todos os Afetos" e se prepara para novos desafios. O que vem por aí? Descubra favoritando o blog e seguindo nas outras redes sociais.



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