Não contaminaremos os outros com as nossas desilusões

Vejo tanta gente desacreditando no amor, desistindo de ser feliz e tentando transferir para os outros as suas descrenças.

Tipo quando alguém começa a namorar e tem que ouvir um “ih, no começo é um mar de rosas”, passa no vestibular e ouve que tem cursos melhores, tem um objetivo e alguém diz que é impossível, quer viajar e ouve que é dinheiro jogado fora.

Se é feio desistir da vida e achar que ninguém pode alcançar o que a gente não alcançou, mais feio ainda  é vampirizar o sonho alheio porque o nosso não deu certo.


Usar palavras amargas enquanto o outro está cheio de esperança no futuro é maldade pura.


Tem gente que busca e consegue. Tem gente que (com os pés no chão) encontra exatamente o que esperava em uma relação a dois. Tem gente que é super bem sucedida em situações onde muitos falharam.


E tem gente que prefere encarar o medo de não dar certo e pagar pra ver. (Sem se preocupar com o resultado que outras pessoas tiveram em situações parecidas, afinal viver é o melhor aprendizado.)


Então, vê se para com essa mania de contaminar os outros com as suas desilusões.
Porque o que pra você foi tombo, pro outro pode ser um voo (bem alto) com vista pra felicidade.

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Karla Tabalipa
Feminista em (des)construção, mãe do Pedro, viciada em filme água com açúcar e literatura. Estudante de Letras, Leitora compulsiva de blogs (principalmente os feministas) e apaixonada por Virginia Woolf, Sylvia Plath, Hilda Hilst, Caio Fernando Abreu e Hemingway. Ouço mil vezes a mesma música, sinto milhares de vezes a mesma saudade e coleciono muitos nós na garganta, palavras não ditas (porém escritas e reescritas) e culpas que não são minhas. Das perdas mais dolorosas que sofri, me perder de mim foi a pior delas. Mas aos trancos eu aprendi que eu sempre me reencontro, me refaço e (me) recomeço, leve o tempo que levar.



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