Crescer dá trabalho, mas vale a pena – Roberto Shinyashiki

Crescer significa deixar o conforto para ousar uma nova dimensão da vida

Se você quer que seus resultados mudem, antes de tudo você precisa mudar.

Para o homem de muita coragem, arriscar perder o que conquistou não representa um problema, pois ele sabe que a conquista não foi obra do acaso e sim resultado da própria capacidade.

No entanto, saber que a própria capacidade determina o tamanho das conquistas faz com que ele sempre procure crescer antes de iniciar uma nova empreitada.

O campeão sente fascínio por novas conquistas, não para receber novos aplausos, mas para conhecer e aprimorar sua força.

Estar vivo é estar em crescimento permanente. Por isso se diz que uma pessoa ou está crescendo ou está morrendo. A acomodação é o último estágio antes da morte psicológica!

Mas crescer realmente dá trabalho. Por certo, por esse motivo muitos preferem a mediocridade. Como disse o teatrólogo francês Jean Giraudoux: “Somente os medíocres estão sempre em seu máximo”.

Crescer significa deixar o conforto, para ousar uma nova dimensão de vida — e a maioria das pessoas tem medo de perder a comodidade. São muito apegadas aos hábitos, mesmo em situações angustiantes.

Crescer significa lançar-se ao desconhecido. Às vezes, isso quer dizer mudar todo o negócio para que sua empresa possa dar um salto qualitativo.

Crescer não é para covardes!

Crescer significa aprender a escutar. Quando um amigo, chefe, subalterno ou cliente nos faz uma crítica, é fundamental oferecer também o outro ouvido: “O que mais você tem a me dizer?”.

Crie condições para as pessoas manifestarem opiniões a seu respeito, mesmo que elas sejam duras.

Quando fizer uma pergunta, ouça a resposta. O importante não é quem fala, mas quem escuta e o uso que faz do que escutou.
Quando alguém ouve uma crítica e reage de maneira agressiva, ou tenta se justificar como se nada pudesse macular sua imagem de perfeição, perde a oportunidade de crescer.

Um campeão cresce sempre, não importa que situação enfrente ou o trabalho que isso dê.

Veja o seguinte episódio:

Um sacristão analfabeto viveu muitos anos ajudando um padre, que acabou morrendo de velhice.

Quando o substituto do padre apareceu, pediu ao sacristão que escrevesse um relatório de suas atividades. Então, o sacristão disse:

— Não sei ler nem escrever.

O novo padre não teve dúvidas ao dizer:

— Não posso ter um analfabeto como auxiliar. O senhor está demitido.

Chateado, o pobre homem saiu da igreja muito triste, querendo fumar um cigarro, mas não conseguiu porque não tinha dinheiro para comprar um maço inteiro. Foi então que lhe veio a ideia de passar a vender cigarros por unidade, em um bairro pobre. Assim pensou, assim fez. A partir daí, surgiu um pequeno negócio, que foi crescendo, e cresceu tanto que o antigo sacristão passou a valorizar as próprias ideias, investiu em novos projetos que imaginou e se tornou um rico empresário.

Um dia, ao fechar um contrato com um banco, o gerente pediu a ele que verificasse se as cláusulas estavam corretas. Ele admitiu que não sabia ler, e o gerente se espantou:

— Mesmo sem saber ler, o senhor é um empresário competente, um autêntico vencedor. Imagine aonde teria chegado se soubesse ler!

A resposta foi imediata:

— Eu não teria passado de um simples sacristão.

Crescer também significa aceitar que, muitas vezes, perder faz parte do jogo. O campeão sempre aproveita as derrotas como estímulo para evoluir.

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A Soma de Todos Afetos
Blog oficial da escritora Fabíola Simões que, em 2015, publicou seu primeiro livro: "A Soma de todos Afetos".



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