Nos deram espelhos e vimos um mundo doente…

Está difícil acompanhar o ritmo das manifestações. Se por um lado concordamos com as revindicações e protestos, por outro ficamos assustados diante do caos que o vandalismo oportunista provoca.

Hoje, nas redes sociais, fica exposto o conflito de idéias e ideais. Há o medo de estarmos sendo manipulados, quando dizemos que “Meu partido é meu País” e lutamos por um Brasil sem partido. Como acreditar que nossa democracia funcionaria assim, apartidária?

O direito ao voto é o que torna nosso país uma democracia, e lutar por um Brasil sem governo seria o mesmo que oferecê-lo a um governo repressor, que há muito não nos representa.

Dizemos que “O Gigante acordou”. Talvez seja esse o saldo positivo disso tudo. Perceber que nosso povo acordou e está atento. Atento às desigualdades, aos absurdos que nos enfiam goela abaixo dia a dia, às leis “curativas” do ministério, às discrepâncias salariais.

É hora de reflexão, de luta por uma nação mais justa e união. Mas que marchemos conscientes, pois luta sem direção não é luta, é baderna e só gera repressão. Como observou Paulo Moreira Leite: “Quem não perceber isso está condenado a travar a luta errada, com métodos errados, e chegar a um desfecho errado”

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Fabíola Simões
Nasceu no sul de Minas, onde cresceu e aprendeu a se conhecer através da escrita. Formada em Odontologia, atualmente vive em Campinas com o marido e o filho. Dentista, mãe e também blogueira, divide seu tempo entre trabalhar num Centro de Saúde, andar de skate com Bernardo, tomar vinho com Luiz, bater papo com sua mãe e, entre um café e outro, escrever no blog. Em 2015 publicou seu primeiro livro: "A Soma de todos os Afetos" e se prepara para novos desafios. O que vem por aí? Descubra favoritando o blog e seguindo nas outras redes sociais.



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